quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Fumar 1 maço de cigarros por dia pode causar mais de 150 mutações nos pulmões

Não é novidade que o tabagismo pode causar várias doenças no ser humano. Também não é novidade que fumar não traz nenhum benefício, a não ser alimentar o próprio vício causado pelas substâncias químicas tóxicas fixadas em nosso organismo. Sabemos que eliminar o vício do fumo é muito complicado, mas não é impossível e existe um tratamento adequado para cada pessoa que deseja se livrar desse mal.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o fumo de tabaco mata pelo menos seis milhões de pessoas a cada ano e se essa tendência continuar há uma previsão de que mais de 1 bilhão de mortes relacionadas com o tabaco ainda ocorra neste século. A maioria destas pessoas desenvolve o câncer que por si só tira a vida delas, pois geralmente afeta os pulmões e apresenta muita gravidade.
É neste contexto que pesquisadores do laboratório Nacional Los Alamos do Instituto Wellcome Trust Sanger da Universidade da Califórnia nos Estados Unidos resolveram estudar a influência do tabaco com a manifestação do câncer e descobriram que a quantidade de cigarros fumados ao longo da vida determina o número de mutações neste indivíduo e com isso acelera a manifestação do câncer em várias partes do corpo, mas principalmente, nos pulmões.


Esse estudo foi publicado na revista Internacional Science, onde os cientistas estudaram mais de 5 mil tumores, entre eles os de fumantes e não fumantes para analisar suas mutações. Assim, conseguiram contabilizar que, em média, fumar um maço de cigarros por dia causa 150 mutações extras em cada célula de pulmão a cada ano e essas mutações representam grande potencial de se tornar um câncer, principalmente no pulmão. Os pesquisadores também observaram outros órgãos afetados e descobriram que a mesma quantidade de cigarros causa, em média, 97 mutações em cada célula na laringe, 39 mutações na faringe, 23 mutações na boca, 18 mutações na bexiga e 6 mutações em todas as células do fígado a cada ano.
O professor Sir Mike Stratton, o principal autor da pesquisa, disse que o genoma de cada câncer tem uma assinatura, tipo um registro arqueológico que pode ser identificado no próprio DNA, das exposições que causaram essas mutações e levaram a um câncer. Pensando nisto, os pesquisadores viram que essas mutações mostram pistas de como o câncer pode se desenvolver em vários órgãos e tecidos, deixando, potencialmente, novas pistas de como ele pode ser evitado.
Por isso, que a pesquisa abre portas para o desenvolvimento da prevenção do câncer e consequentemente, para vários tipos de tratamentos. Lembrando que o hábito de fumar foi epidemiologicamente associado à pelo menos 17 tipos de câncer no ser humano. Portanto, esse hábito não é nada saudável e deve ser combatido com rapidez e qualidade. [Diariodebiologia]

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Oleh

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