quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Médicos se preparam para o primeiro transplante de olhos biônicos


Um dispositivo biônico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, poderá ser capaz de devolver a visão a pessoas cegas por meio de um implante cerebral. Em fase de testes, a tecnologia está em preparação para ser implantada pela primeira vez em humanos e poderá também auxiliar em casos de paralisia.

O dispositivo, chamado de Gennaris bionic vision system ("Sistema Gennaris de Visão Biônica", em tradução livre), está em desenvolvimento há 10 anos e funciona através de um aparelho similar a um headset, que se comunica com microelétrodos implantados no cérebro. Ao ignorar os nervos ópticos danificados, o sistema permitirá que sinais de informação sejam transmitidos da retina diretamente para os receptores cerebrais.

O aparato externo do sistema Gennaris, composto de tecnologias similares a de um celular, inclui uma câmera e um transmissor wireless. Uma unidade de processador no corpo do dispositivo lida com o processamento de dados, enquanto o sistema interno de microelétrodos os transmite para o cérebro.

De acordo com um dos desenvolvedores do projeto, o professor Arthur Lowery, a tecnologia poderá criar padrões visuais com até 172 pontos de luz, que auxiliarão os usuários a se localizarem melhor em diversos ambientes.

Outras aplicações

Com o possível sucesso do implante cerebral para a visão biônica, os pesquisadores esperam adaptar a tecnologia para ajudar no tratamento de problemas neurológicos severos, como a paralisia em determinados membros e até mesmo a perda completa ou parcial de movimentos.

Embora os testes humanos ainda estejam sem data prevista, estudos feitos em ovelhas no último mês de julho mostraram resultados promissores. O Sistema Gennaris foi implantado no cérebro das cobaias por meio de um sensor pneumático e não apresentou problemas ou adversidades à saúde mesmo após 2,7 mil horas de estímulo.

Reprodução: Tecmundo
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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O que é um pirocumulonimbus, a perigosa nuvem 'artificial' de tempestade criada por queimadas


Como acontece todos os anos, partes da Califórnia se transformaram recentemente em um inferno em chamas: centenas de pessoas precisaram ser deslocadas, o ar foi tomado por partículas de poluição, propriedades foram destruídas, florestas e cidades inteiras viraram cinzas.

Em 2020, no entanto, os incêndios e a fumaça não apenas escureceram o céu de grande parte do Estado, mas também geraram fenômenos meteorológicos incomuns: de tornados de fogo a nuvens de tempestade em decorrência da fumaça.

Uma delas foi gravada na semana passada e, segundo a Nasa, pode ser a maior da história dos Estados Unidos.

Trata-se de uma gigantesca pirocumulonimbus, uma nuvem "artificial" gerada pela fumaça que se espalhou por 15 quilômetros sobre o condado de Fresno e podia ser vista do espaço, por meio satélites da agência espacial norte-americana, mas que também foi observada por passageiros de aviões que cruzavam a área.

De acordo com a agência espacial americana, ela chegou a bloquear a visibilidade de seus satélites sobre partes da Califórnia no dia 6 de setembro, tornando impossível o acompanhamento da evolução dos incêndios desde o espaço.

O que são pirocumulonimbus?

Ainda segundo a Nasa, esse tipo de nuvem, também chamada de cumulonimbus flammagenitus, é produzido "artificialmente" como resultado de uma fonte natural de calor, como um incêndio florestal ou um vulcão.

“O ar quente que sai do fogo pode levar vapor d'água para a atmosfera e gerar nuvens. (...) Nesse caso, foi criado um cumulonimbo ou nuvem de tempestade”, aponta o texto.

A agência acrescenta que este tipo de formação costuma ser a mais perigosa, pois, ao gerar uma nuvem de tempestade, os raios e os ventos que ela provoca podem fazer com que o fogo se espalhe ou ainda gerar novos focos de incêndios.

Medições já feitas e outras que ainda estão em análise sugerem que esta pode ser a maior pirocumulonimbus já registrado no país.

"Os valores do índice de aerossol criado pela nuvem indicam que este é um dos maiores eventos, senão o maior, visto nos Estados Unidos", disse Colin Seftor, cientista atmosférico do Goddard Space Flight Center, no texto da Nasa

Qual é a situação dos incêndios nos EUA?

De acordo com o National Interagency Fire Center, atualmente há mais de 100 incêndios em pelo menos 12 Estados dos EUA.

A Califórnia, o estado de Washington e Oregon, todos na costa oeste dos Estados Unidos, foram os mais afetados, registrando pelo menos 12 mortes, milhares de desabrigados e cidades inteiras destruídas.

O governador do Oregon disse que os incêndios podem causar "a maior perda de vidas e propriedades" da história do Estado.

Enquanto isso, em Washington, autoridades indicaram que o incêndio é um dos piores já registrados em 50 anos.

A Califórnia, que vive uma estiagem prolongada junto a uma onda de calor, é o Estado que mais registra incêndios: mais de 25, incluindo três dos cinco maiores de sua história.

Segundo dados oficiais, mais de 3,1 milhões de hectares foram queimados nos últimos dias, um recorde.

"Essa área é do tamanho de mais de dez vezes a cidade de Nova York. É uma loucura. Ainda não entramos na temporada de incêndios de outubro e novembro e já quebramos o recorde de todos os tempos", disse o bombeiro-chefe Richard Cordova à emissora CNN.

O que há por trás desses incêndios?

O grande número de incêndios na região oeste foi causado por uma série de razões, desde linhas de transmissão derrubadas até uma festa na qual fogos de artifício foram lançados.


No entanto, especialistas notam que, nos últimos anos, a área passou por eventos climáticos extremos.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia em San Diego, esta é em grande parte uma tendência causada por efeitos maiores associados às mudanças climáticas.

Embora as mudanças climáticas em si não sejam a causa direta, elas ajudam a estabelecer as condições para incêndios florestais em larga escala, dizem os cientistas.

O oeste dos EUA experimentou recentemente sérias ondas de calor, incluindo um dia que levou ao que poderia ser a temperatura mais alta já registrada de forma confiável no planeta, 54,4°C, também na Califórnia.

Na semana passada, outra onda de calor no sul daquele estado também levou a temperaturas recordes e apagões.

Essas condições quentes e secas tornaram a região mais sujeita a incêndios florestais.

Temperaturas recorde e até neve em outros Estados, como no Colorado, também geraram ventos fortes de oeste.

As correntes de ar seco conhecidas como ventos de Santa Ana ou do Diablo (dependendo se afetam o norte ou o sul da Califórnia) também tendem a contribuir para a propagação dos incêndios durante os meses de outono. E neste ano elas começaram mais cedo.

De acordo com o jornal Los Angeles Times, além das mudanças climáticas, outros fatores, como mais pessoas vivendo em áreas sujeitas a incêndios florestais e crescimento excessivo de ervas daninhas em algumas áreas, também contribuíram com a tragédia.
Reprodução: BBC
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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Considerado extinto na natureza, cão cantor da Nova Guiné é encontrado na Indonésia

Último de registro do animal selvagem datava da década de 1970. Cientistas cruzaram o material genético dos exemplares que vivem em cativeiro com as amostras coletadas dos bichos encontrados na ilha de Nova Guiné.



Pesquisadores descobriram que o cão cantor da Nova Guiné não está extinto e ainda vive na natureza, afirma estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" na segunda-feira (31).

O cão cantor da Nova Guiné é uma espécie de canídeo conhecida por um uivo característico que justifica seu nome. O animal costuma viver nas áreas mais altas da ilha dividida pela Indonésia e pela Papua-Nova Guiné.

Até a descoberta desta semana, o último registro do mamífero em seu habitat datava da década de 1970. Estima-se que de 200 a 300 exemplares da espécie vivam em cativeiro.

No entanto, relatos dos moradores do lado indonésio da ilha de Nova Guiné informavam uivos característicos do animal ouvidos a partir das colinas. Os animais, então, foram vistos e tiveram o sangue coletado pelos pesquisadores. As amostras comparadas com os exemplares mantidos em cativeiros comprovaram que se tratava do cão cantor da Nova Guiné.

Segundo a revista "Science", a geneticista Elaine Ostrander, do Instituto Nacional de Genoma dos Estados Unidos, afirmou que havia, na amostra coletada, traços de material genético de cães que vivem nas cidades da ilha. Porém, ela disse que essencialmente se trata da mesma espécie.

O desafio, agora, é permitir que esses animais encontrados na natureza cruzem com os mantidos em criadouros para dar variabilidade genética e evitar que a população do cão cantor da Nova Guiné diminua ainda mais.

Reprodução: G1
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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Manipulação do DNA é a base da nova revolução alimentar


Em 2018, o mundo foi alertado sobre a extinção da mais popular e comercial espécie de banana, dizimada por uma praga ainda sem nenhum controle. A fruta foi apenas 1 entre as dezenas de espécies de plantas comestíveis cuja manipulação humana deixou pelo caminho a variedade genética.

Dessa forma, isso é o que os cientistas estão tentando recuperar com a ajuda da manipulação dos genes através de Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (em inglês, Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats — Crispr), técnica em que uma enzima bacteriana é usada para editar sequências de DNA.

Um dos expoentes na área é o agrônomo e botânico Lázaro Eustáquio Pereira Peres, especialista em fisiologia vegetal. Ele e sua equipe da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em vez de tentarem consertar milênios de domesticação, voltaram-se para a espécie selvagem e, a partir disso, usaram a edição do DNA para recuperar algumas das melhores características do tomate.

“Combinamos características agronomicamente desejáveis a outras úteis, presentes em linhagens selvagens. Com a domesticação, houve alteração não somente na morfologia como no tamanho, no número de tomates em cada ramo e no seu valor nutricional. As características benéficas das espécies selvagens, como resistência a doenças e tolerância ao estresse, foram perdidas”, explicou ele no estudo publicado na Nature.

Mais nutritivo e resistente

Um dos primeiros resultados foi um tomate geneticamente modificado que produz 500% mais licopeno (um antioxidante celular) em relação ao selvagem. Em 2 anos, eles partiram de um tomate melhor, porém minúsculo, para frutos 3 vezes maiores, com 10 vezes mais tomates em cada ramo e mantendo as mesmas características aprimoradas.

Em 2018, o mundo foi alertado sobre a extinção da mais popular e comercial espécie de banana, dizimada por uma praga ainda sem nenhum controle. A fruta foi apenas 1 entre as dezenas de espécies de plantas comestíveis cuja manipulação humana deixou pelo caminho a variedade genética.

Dessa forma, isso é o que os cientistas estão tentando recuperar com a ajuda da manipulação dos genes através de Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (em inglês, Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats — Crispr), técnica em que uma enzima bacteriana é usada para editar sequências de DNA.

Controlar os caminhos genéticos pode ser a chave para conseguir vegetais mais nutritivos e resistentes tanto a pragas quanto a elementos, como o frio e a seca. Peres é um entre milhares de pesquisadores ao redor do mundo, em centenas de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, trabalhando naquela que é considerada a próxima "revolução alimentar".

A Crispr está sendo usada hoje desde no clareamento de cogumelos (que escurecem quando fatiados) à criação de grãos de café sem cafeína e trigo com níveis reduzidos de glúten, passando pela sobrevivência de frutas altamente consumidas mundialmente, como a já citada banana e o cacau, ambos atacados por pragas ainda sem remédio, cuja única "cura" é a incineração de toda a plantação.

Reprodução: Tecmundo
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domingo, 30 de agosto de 2020

Crianças espalham covid-19 desenfreadamente, diz estudo


De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Hospital Geral de Massas para Crianças, que faz parte do Hospital Geral de Massachusetts, as crianças espalham o novo coronavírus muito mais que os adultos.

A pesquisa, publicada na quarta-feira (19) no The Journal of Pediatrics, foi feita com 192 pacientes do hospital, de zero a 22 anos de idade (a maioria crianças e adolescentes), sendo que 49 deles testaram positivo para a covid-19. Os dados confirmaram que a carga viral (quantidade de vírus produzida por uma pessoa infectada) do novo coronavírus em uma criança é muito maior que a de um adulto hospitalizado.

Crianças têm papel fundamental na disseminação de covid-19

Para o Dr. Lael Yonker, principal autor do estudo, o resultado da pesquisa foi surpreendente. Até pouco tempo, não se imaginava que crianças “sadias” espalhassem covid-19 com essa intensidade. Elas acabam tendo um papel fundamental na propagação da doença, principalmente nos primeiros dois dias de infecção.

“Você pensa em um ambiente de hospital, com todas as precauções para conter a disseminação da doença, proveniente de adultos doentes, e, lá fora, crianças “aparentemente sadias” estão transitando para todos os lugares, carregando uma carga viral muito maior”, disse Yonker, em comunicado à imprensa.

Preocupação com a voltas às aulas

Se a decisão do retorno às aulas já estava difícil devido à duração da pandemia, o novo estudo pode tornar tudo mais complicado, ao passo que vários conceitos equivocados sobre como o vírus age nas crianças serão desmistificados.

Para o Dr. Alessio Fasano, autor sênior da pesquisa, “o estudo fornece fatos indispensáveis para que políticos e autoridades de saúde tomem as decisões mais acertadas em relação a locais frequentados por crianças, como escolas, hospitais especializados, creches, entre outros”.

O fato é que, como a covid-19 tem se mostrado menos perigosa para crianças, a volta às aulas poderia ser considerada em países onde a pandemia já foi controlada. No entanto, agora, imagina-se que essa decisão poderia causar uma nova onda de infecções.

Reprodução: Tecmundo

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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Cientistas reativam células cerebrais de porcos mortos


No passado, a ausência de batimentos cardíacos permitia aos médicos declarar a morte de alguém – hoje, isso se dá através da perda irreversível de todas as funções circulatórias (morte circulatória) ou de todas as funções cerebrais (morte cerebral). Cientistas da Universidade de Yale, porém, derrubaram um tijolo do que parecia um conceito solidamente construído ao restaurar a circulação e a atividade celular do cérebro de um porco, quatro horas após sua morte.

"A principal implicação dessa descoberta é que a morte celular no cérebro ocorre em uma janela de tempo maior do que pensávamos. Em vez de acontecer ao longo de minutos após a morte, mostramos que ela é um processo gradual e, em alguns casos, pode ser adiado ou mesmo, revertido”, disse o neurocientista Nenad Sestan, um dos autores do estudo publicado agora na revista Nature.

A experiência (iniciada em 2012, conforme reportado pelo jornal The New York Times) usou o sistema BrainEx, uma rede computadorizada de bombas, aquecedores e filtros que controlam o fluxo e a temperatura de um perfusato (líquido que atravessa os tecidos lenta e continuamente) especialmente criado. Os cérebros de 32 porcos foram irrigados com a solução horas depois de os animais terem sido mortos em um abatedouro comercial.

Funções celulares reativadas

Após quatro horas, os pesquisadores descobriram que o BrainEx não apenas tinha restaurado como mantido algumas células vivas no cérebro – muitas das funções celulares básicas foram observadas, contrariando o preceito de que o fim do fluxo de sangue e, consequentemente, de oxigênio levaria à morte do cérebro em minutos.

Em nenhum momento foi detectada atividade neural. “Definido clinicamente, não era um cérebro vivo e sim, um cérebro ativo celular”, explicou o também neurocientista Zvonimir Vrselja, coautor do estudo.

Ética entre a vida e a morte

Ainda não é possível saber se o procedimento poderá ser aplicado em pessoas, já que o perfusato elaborado não tem muitos dos componentes do sangue humano. Há também que se considerar outro elemento que acompanha as pesquisas que envolvem os limites entre vida e morte: a ética.

“A restauração da consciência nunca foi um objetivo dos pesquisadores, que estavam preparados para intervir com o uso de anestésicos e redução de temperatura para interromper a atividade elétrica organizada se ela surgisse", explicou o diretor do Centro Interdisciplinar de Bioética de Yale e também autor do estudo, o especialista em direito e ética médica Stephen Latham.

Segundo ele, "todos concordaram antecipadamente que experimentos envolvendo atividade cerebral revivida não poderiam prosseguir sem padrões éticos claros e mecanismos de supervisão institucional."

Reprodução: Tecmundo
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terça-feira, 25 de agosto de 2020

O que pode significar o caso de reinfecção por Covid-19 em Hong Kong

Análises do genoma viral realizadas nas duas vezes em que o paciente de 33 anos adoeceu e apontam mutação entre cepas de Sars-CoV-2. Entenda



Na China, cientistas confirmaram pela primeira vez um caso de reinfecção pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24) por pesquisadores da Universidade de Hong Kong. Um estudo do caso será publicado em breve no Clinical Infectious Diseases.

O fato ocorreu com um chinês de 33 anos que teve um quadro leve de Covid-19 pela primeira vez há cerca de quatro meses e meio. Então, após retornar de uma viagem à Espanha, o homem foi testado para o novo coronavírus no aeroporto e, apesar de não apresentar sintomas, o resultado deu positivo.

A equipe sequenciou o genoma do Sars-CoV-2 ambas as vezes em que o rapaz ficou doente e constatou variações no RNA viral dos microrganismos. "Acredito que esse seja o primeiro caso relatado [de reinfecção] que é confirmado pelo sequenciamento do genoma [viral]", disse Kelvin Kai-Wang To, microbiologista clínico da Universidade de Hong Kong, segundo o The New York Times.

O fato do segundo quadro ter sido assintomático faz sentido, de acordo com os especialistas. Isso porque o sistema imunológico já está preparado para lidar com o patógeno, tornando a resposta ao microrganismo mais rápida e eficaz.

Os médicos ressaltam, entretanto, que isso não significa que quem já teve Covid-19 está imune à doença. Na verdade, os cientistas ainda estão investigando esse mecanismo e não sabem ao certo como funciona ou quanto tempo dura a resposta imunológica do nosso organismo ao novo coronavírus.

"Esse é um exemplo muito raro de reinfecção e não deve diminuir o impulso global para desenvolver vacinas contra a Covid-19", disse Brendan Wren, professor de patogênese microbiana da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, em estrevista à BBC. "É de se esperar que o vírus mude naturalmente com o tempo."


Reprodução: Revista Galileu
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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Saco de lixo desenvolvido por empresa brasileira consegue eliminar coronavírus, diz Unicamp

Instituto de Biologia confirmou capacidade antiviral do produto que, segundo instituição, utiliza tecnologia inédita; material deve estar disponível no mercado nas próximas semanas.



A Unicamp comprovou a capacidade de um saco de lixo fabricado no Brasil capaz de eliminar o novo coronavírus. Testes realizados pelo Instituto de Biologia mostram que o produto removeu 99,9% dos vírus. Segundo a Universidade Estadual de Campinas (SP), a tecnologia é inédita e a previsão da companhia é distribuir o item no mercado "nas próximas semanas".

O laudo elaborado pela instituição apontou que três amostras diferentes do saco de lixo foram colocadas em contato com o vírus da Covid-19 em diferentes tempos de exposição. De acordo com a virologista e professora titular do Instituto de Biologia de Unicamp, Clarice Weis Arns, o vírus foi totalmente inativado durante todos os intervalos, que variaram entre uma, seis, 24 e 72 horas.

O teste considerou a tecnologia, incorporada ao plástico durante a fabricação, uma potencial agente para destruir vírus dos grupos dos coronavírus. Os experimentos foram feitos com coronavírus, H1N1 e adenovírus.

"É um projeto muito interessante. A tecnologia é brasileira e foi incrível observar a capacidade antiviral que o produto tem. O maior benefício disso é para nós, usuários, que podemos levar o saco de um lugar para outro sem risco. O vírus foi totalmente inativado e a contaminação entre a embalagem e o usuário é eliminada. Outra contribuição é que o produto usado para remover o vírus fica no plástico de maneira permanente", disse a professora ao G1.

Como é feita a remoção do vírus?

O procedimento da empresa, que tem plantas em Hortolândia (SP) e Manaus (SP), consiste em adicionar ao plástico, já no momento da fabricação, uma espécie de aditivo antisséptico. O composto age diretamente na membrana do saco de lixo e envolve o material.

A partir disso, o produto inativa as proteínas e as gorduras, e quebra toda a estrutura genética do vírus, o que impede a transição para as células humanas e, consequentemente, a contaminação.

Todos os sacos de lixo produzidos com essa tecnologia terão coloração cinza, para facilitar o consumidor a identificar o produto. Segundo a companhia, eles serão distribuídos em toda a rede varejista do país e cada estabelecimento vai colocar no mercado com uma margem diferente de preço, por isso ainda não é possível especificar o valor.

Novos produtos

Após os sacos de lixo entrarem no mercado, a Unicamp e a empresa já preparam novos testes em outros produtos, desenvolvidos com o mesmo processo, como aventais que serão usados por profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19.

Reprodução: G1
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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Combustível de navio encalhado volta a vazar nas Ilhas Maurício

Vazamento de óleo preocupa por possíveis danos à biodiversidade do arquipélago.



O combustível do navio encalhado nas Ilhas Maurício voltou a vazar nesta sexta-feira (14), disseram autoridades locais, dois dias depois de anunciarem que conseguiram esvaziar os tanques.

"Segundo especialistas, esse tipo de vazamento é previsível e se deve à deformação do navio", disse o comitê de crise da ilha em nota, que já havia confirmado o vazamento de cerca de 100 toneladas de combustível.

"Desde esta manhã, a água ficou preta novamente em torno do Washio", disse Alain François, um pescador local, à AFP.

O MV Wakashio, propriedade de uma empresa japonesa, encalhou no dia 25 de julho em um recife em Pointe d'Esny, a sudeste de Maurício, com 3,8 mil toneladas de combustível e 200 toneladas de diesel a bordo.

O combustível começou a vazar por rachaduras nos flancos danificados na semana passada e entre 800 e 1 mil toneladas foram despejadas no oceano, em uma área considerada uma joia ecológica por suas águas turquesa e pântanos protegidos.

Corrida contra o tempo

As equipes de intervenção extraíram o combustível contido no navio encalhado numa corrida contra o tempo e na quarta-feira à noite as autoridades da ilha anunciaram que conseguiram extrair todo o material dos tanques.

Mas faltaram cerca de 100 toneladas, principalmente na adega, e foi esse combustível que começou a vazar nesta sexta-feira.

"As autoridades explicaram que as ondas que entram no navio fazem subir o combustível do porão", disse Alain François.

O derramamento desencadeou uma impressionante onda de solidariedade entre os 1,3 milhão de habitantes deste arquipélago paradisíaco do Oceano Índico.

Milhares de pessoas estiveram no local por vários dias para retirar o combustível e tentar conter sua propagação.

Reprodução: G1
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