sábado, 5 de janeiro de 2019

Quais doenças podem voltar ou avançar em 2019 no Brasil?

Em 2018, após 18 anos sem registro de sarampo autóctone (adquirido dentro do país), sendo três sem os decorrentes de pacientes vindos de outras localidades, o Brasil voltou a registrar casos desta doença infecciosa aguda, de natureza viral e altamente contagiosa, que pode ser transmitida por meio de tosse, fala e espirro.
Pelos dados do Ministério da Saúde (MS), foram 10.262 confirmações do início de janeiro até 10 de dezembro. Hoje, o país enfrenta um surto no Amazonas, com 9.779 casos, e outro em Roraima, com 349. Até agora, foram 12 óbitos em três Estados: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará. A maioria das vítimas tinha menos de 5 anos.
© Erasmo Salomão/Ministério da Saúde Com exceção do sarampo, 'não há previsão de retorno de doenças eliminadas ou erradicadas' no Brasil, diz o Ministério da Saúde
No novo ano, ao que tudo indica, a enfermidade, 100% prevenível com vacina, deve continuar. Mas há também outras patologias no radar das autoridades nacionais, que podem "voltar" ou até piorar nos próximos meses?
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que, com exceção do sarampo, "não há qualquer previsão de retorno de doenças eliminadas ou erradicadas". Ainda assim, garante que é fundamental a manutenção de coberturas vacinais altas e homogêneas - o ideal é atingir 95% do público-alvo -, pois muitos vírus continuam em circulação em outros países.
Além disso, o órgão comenta que "com o fluxo de turismo e comércio entre nações, pessoas não vacinadas podem contrair doenças e criar condições para o retorno da transmissão das mesmas, caso não se mantenham elevadas coberturas vacinais em todas as cidades".

Para ficar de olho

Apesar das declarações do Ministério da Saúde, o ressurgimento do sarampo ligou um alerta no Brasil. Segundo Rivaldo Venâncio, coordenador dos Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o momento é de preocupação substancial em relação a todas as doenças imunopreveníveis, ou seja, preveníveis com vacina.
Entre elas, Venâncio destaca a difteria - patologia transmissível aguda, toxi-infecciosa e imunoprevenível, causada por bactéria, que se aloja principalmente nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas do corpo e na pele, e é transmissível por meio de contato direto entre as pessoas.
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) também está apreensiva com a possibilidade do seu retorno nas Américas. Nos últimos anos, foram registradas ocorrências no Brasil (quatro casos em 2016 e cinco em 2017) e na Colômbia, e surtos na Venezuela, com 1.602 casos suspeitos entre 2016 e 2018, e no Haiti.
"Por aqui, como a vacina que usamos contra essa enfermidade também protege contra coqueluche e tétano, é recomendável ter atenção com as três", informa o especialista. Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, em 2015 foram registrados 1.333 casos de coqueluche em todo o território; em 2016, 3.110, e, em 2017, 1.900.
Essa doença infecciosa aguda e transmissível é provocada pelo bacilo Bordetella pertussis e compromete especificamente o aparelho respiratório. Sua transmissão se dá pelo contato direto do doente com uma pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar.
De tétano, foram 243 confirmações em 2016, e 230 em 2017. A enfermidade também é infecciosa, porém não contagiosa, e ocorre, geralmente, pela contaminação de um ferimento da pele ou da mucosa com os esporos do bacilo Clostridium tetani.
Outra patologia que está no radar é a poliomielite, que permanece endêmica no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão, com registro de 12 casos. Conhecida popularmente como paralisia infantil, ela é contagiosa e pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.
© Erasmo Salomão/Ministério da Saúde Poliomelite, ou paralisia infantil, também está no radar da pasta de Saúde
No território nacional não há circulação de poliovírus selvagem, seu causador, desde 1990, mas em julho deste ano, a pasta da Saúde divulgou que 312 municípios brasileiros estavam com cobertura vacinal abaixo de 50%, fazendo o alerta ser acionado."Dos três ou quatro programas de saúde coletiva mais exitosos que o Brasil produziu nos últimos 40 ou 50 anos, certamente o de imunizações é o carro-chefe, um exemplo para o mundo. Só que depois de décadas de sucesso, tanto a população quanto os sistemas de saúde acabaram se descuidando", alerta Venâncio, da Fiocruz.E ele acrescenta: "O surto do sarampo, por exemplo, mesmo tendo ficado localizado na região Norte e sido fruto de importação - o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo da Venezuela -, nos pegou de surpresa e mostrou que houve falha na cobertura vacinal. Agora é hora de fazer ajustes a fim de evitar novos problemas".Questionado sobre este assunto, o Ministério da Saúde afirma que "recomendar a cobertura vacinal homogênea no país é um trabalho constante e que periodicamente a coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) emite notas técnicas para Estados e municípios sobre seu monitoramento e avaliação e, para os Estados que estão abaixo da meta, orienta que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira".Doenças transmitidas por mosquitos As enfermidades transmitidas por mosquitos vetores também continuarão na mira em 2019, especialmente no verão, pois o aumento da temperatura favorece a reprodução dos insetos e, por consequência o potencial de circulação dos vírus."Estamos há dois anos com baixo indicador de dengue, chikungunya e zika. Trata-se de uma flutuação normal, mas também um alerta e, para o ano que vem, infelizmente, a expectativa é de aumento no número de casos", diz Expedito Luna, pesquisador e professor em epidemiologia do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, da Universidade de São Paulo (USP).Neste ano, do início de janeiro a 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país, com 142 mortes - no mesmo período do ano passado, foram 232.372 e 176, respectivamente. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9/100 mil.Quanto se trata da chikungunya, foram 84.294 casos e 35 óbitos em 2018, contra 184.344 e 191 em 2017. A taxa de incidência é de 40,4 casos/100 mil habitantes. Da zika, 8.024 casos (17.025 em 2017) e quatro mortes este ano. A taxa de incidência é de 3,8 casos/100 mil habitantes.Com base nas informações do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do MS, 504 municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação do mosquito, com risco de surto para as doenças transmitidas por ele.O relatório ainda identificou 1.881 cidades em alerta, e 2.628 com índices satisfatórios. Na lista das capitais, Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) podem ter surto.Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS) estão em estado de alerta. Já Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) registram índice satisfatório.O Ministério da Saúde adverte que estes resultados reforçam a necessidade de intensificar ações de prevenção, que são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para enfrentamento do mosquito.Segundo o ministério, foram repassados R$ 1,9 bilhão em 2018, ante R$ 924 milhões em 2010, para ações como fornecimento de larvicidas e veículos para fumacês.O combate ao Aedes aegypti também depende da população, que deve ficar atenta a locais ou objetos que possam acumular água parada. Entre as recomendações estão: manter caixas d´água, tonéis e barris bem fechados; lavar semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenamento de água; remover folhas, galhos e tudo o mais que possa impedir a água de escorrer pela calha; não deixar água acumulada sobre a laje; fazer constantemente a manutenção de piscinas ou fontes; encher os pratinhos dos vasos com areia; fechar bem os sacos de lixo e acondicionar pneus sem uso em locais cobertos.Febre amarelaA febre amarela, que tem gerando preocupação desde 2016, quando houve surto no país, com mais força na região Sudeste, é outro problema que deve permanecer em 2019. De acordo com números do Ministério da Saúde, de 1º de janeiro a 8 de novembro deste ano, foram registrados 1.311 casos e 450 mortes, quase o dobro do mesmo período no ano anterior (736 casos e 230 mortes).Assim como aconteceu com a poliomielite, a pasta fez um alerta recentemente para que as pessoas que vivem em áreas com evidências da patologia (a lista completa pode ser acessada no site do governo) busquem a vacinação o quanto antes.As demais recomendações para se prevenir desta doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos vetores infectados, sendo os gêneros Haemagogus Sabethes os mais conhecidos na América Latina, são praticamente as mesmas de dengue, chikungunya e zika.
© Erasmo Salomão/Ministério da Saúde Ministério da Saúde tem algumas doenças no 'radar'
Malária
Por fim, a malária, patologia infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles, é mais uma preocupação para o novo ano.Depois de dez anos de redução no número de ocorrência, em 2017 o país apresentou um acréscimo de mais de 50% na comparação com 2016 - foram 194.425. Este ano, de janeiro a setembro, foram 146.723.Apesar da região amazônica concentrar mais de 99% dos registros (de janeiro a agosto deste ano foram 146.159), o Ministério da Saúde adverte que os demais Estados também possuem áreas com a presença do vetor, onde podem ocorrer a reintrodução da doença e surtos a partir de um caso importado.Para 2019, está prevista a ampliação de mais 20% da rede diagnóstica de malária no Brasil.Reprodução: MSN
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Molusco lança insulina na água para paralisar presa por hipoglicemia

Pesquisa revela a captura de presas como papel inédito da substância. Insulina ajuda os moluscos a paralisar cardumes inteiros de peixes.
Cientistas descobriram que uma espécie de molusco tem uma estratégia peculiar para capturar suas presas. Esses animais lançam insulina na água para provocar hipoglicemia em cardumes de pequenos peixes. Dessa forma, eles ficam mais lentos e desorientados, tornando-se alvos mais fáceis.
A espécie que desenvolveu essa estratégia, Conus geographus, move-se lentamente, por isso conta com seu veneno para caçar as presas. Mas, até então, não se imaginava que a insulina fazia parte desse processo. Acreditava-se que o molusco disparava na água uma mistura de toxinas imobilizadoras por meio de uma falsa boca. Quando os peixes eram atingidos e paravam de se mexer, eram engolidos pelo molusco.


Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, queriam descobrir o mecanismo que fazia as presas do molusco ficarem mais lentas a partir do contato com seu veneno. Ao analisarem as proteínas produzidas na glândula da Conus geographus, encontraram duas que eram muito parecidas com o hormônio insulina, responsável pelo controle do açúcar no sangue.
Constatou-se que a espécie Conus tulipa também usa a mesma estratégia de caça. "Este é um tipo único de insulina. É mais curto do que qualquer outro tipo de insulina descrita em qualquer animal", diz Baldomero M. Oliveira, professor da Universidade de Utah e um dos autores do estudo.

Hipoglicemia

Para testar se essa insulina realmente tinha a função de ajudar na caça, os cientistas sintetizaram em laboratório a mesma substância produzida pelos moluscos e testaram seus efeitos no peixe paulistinha, ou zebrafish. A substância fez os níveis de glicose caírem e prejudicou os movimentos do peixe.
Os resultados sugerem que a insulina ajuda os moluscos a paralisar cardumes inteiros de peixes por meio de choque hipoglicêmico, ou choque insulínico.
De acordo com os autores do estudo, publicado nesta segunda-feira, dia 19 de janeiro de 2015 na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", os resultados revelam um papel até então desconhecido da insulina como forma de capturar presas. Estudar a insulina produzida pelo Conus geographus pode ajudar a entender a ação da insulina no corpo humano, segundo os pesquisadores.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Musgo renasce 1.500 anos depois de ficar congelado na Antártica

Pesquisa descreveu pela 1ª vez espécie que sobreviveu por longo tempo.
Um musgo na Antártica renasceu após passar mais de 1.500 anos sob uma camada de gelo, um recorde que marca o maior ciclo vital de qualquer planta conhecida, revelou um estudo feito por cientistas britânicos e divulgado esta semana nos Estados Unidos.
A pesquisa, publicada no periódico "Current Biology", descreve a primeira vez que um musgo conseguiu sobreviver durante um longo período de tempo.
Até agora, tinha-se o registro de um musgo que renasceu após apenas 20 anos. As bactérias eram, até então, a única forma de vida conhecida por sobreviver durante milhares, inclusive milhões de anos.


"Este experimento demonstra que organismos multicelulares, plantas neste caso, podem sobreviver a períodos de tempo muito mais longos do que se pensava anteriormente. Este musgo, parte chave do ecossistema, conseguiu sobreviver a períodos centenários ou milenares de avanço do gelo, como a Pequena Era do Gelo na Europa", disse Peter Convey, do British Antarctic Survey, um dos autores do estudo.
Os cientistas capturaram amostras das profundezas de um banco de musgos congelados na Antártica.
Eles cortaram os núcleos desta planta e os colocaram em uma incubadora, a temperaturas e níveis de luz que estimulariam seu crescimento em condições normais. Depois de algumas semanas, o musgo começou a crescer.
Técnicas de datação de carbono mostraram que as plantas originais tinham pelo menos 1.530 anos de antiguidade.
"Apesar de ser um grande salto com relação à descoberta atual, isto representa a possibilidade de formas de vida complexas sobrevivendo a períodos ainda mais longos ao permanecer presos no permafrost ou no gelo", disse Convey.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brasileiro faz música em dueto com fungo

Compositor Eduardo Miranda usa culturas de mofo como componente central de biocomputador que recebe sinais de som e envia respostas.
Um músico brasileiro apresentou na Grã-Bretanha um dueto inédito: no piano, ele interagiu com um fungo. E mofo toca música? Nas mãos de Eduardo Miranda, sim.
Especialista em música computadorizada, ele transformou a decomposição em composição: seu novo trabalho usa culturas do fungo Physarum polycephalum como um componente central de um biocomputador interativo, que recebe sinais de som e envia de volta as respostas.


"A composição, Biocomputer Music, se desenvolve como uma interação entre mim e a máquina Physarum," disse Miranda.
"Eu toco alguma coisa, o sistema escuta, toca alguma coisa de volta, e então eu respondo, e assim por diante."
Brasileiro de Porto Alegre, Miranda leciona na Universidade de Plymouth, na Inglaterra. Ele disse à BBC Brasil que Heitor Villa-Lobos tem uma grande inflluência em sua obra e que gostaria de levar a apresentação Biocomputer para o Brasil, mas que, por enquanto, questões técnicas impedem que ele viaje com o equipamento.

Funcionamento


Biocomputer Music from Eduardo Miranda on Vimeo.

O mofo Physarum forma um componente eletrônico vivo e mutante em um circuito que processa sons captados por um microfone treinado no piano.
Pequenos tubos formados pelo Physarum têm a propriedade elétrica de agir como uma resistência variável que muda de acordo com tensões aplicadas anteriormente, de acordo com Ed Braund, aluno de doutorado no Centro Interdisciplinar de Computer Music Research na Universidade de Plymouth.
"As notas de piano são transformadas em uma onda elétrica complexa que enviamos através de um desses túbulos Physarum. A resistência Physarum muda em função das entradas anteriores, e as notas musicais viram, então, uma nova saída que é então enviada de volta para o piano. O biocomputador atua como um dispositivo de memória", acrescenta Miranda.
"Quando você diz a ele para tocar novamente, ele vai embaralhar as notas enviadas. Pode até gerar alguns sons que não estavam nas notas tocadas. A máquina tem um pouco de 'criatividade'."
Enquanto o pianista toca piano na forma convencional, utilizando as teclas, o biocomputador induz notas por pequenos eletroímãs que pairam milímetros acima das cordas de metal, imbuindo a música com um tom etéreo.

Acaso

Miranda compara seu uso de um biocomputador às técnicas "aleatórias" do compositor de vanguarda americano John Cage (1912-1992), que se voltou para o livro chinês de mudanças i-ching e ao lançamento de dados para controlar partes de suas composições.
"John Cage acreditava no acaso, mas não na aleatoriedade. Ele queria aproveitar a estrutura que estava fora de seu controle. Aqui nós temos o efeito, programado em uma máquina viva. Eu acho que isso é o sonho de John Cage realizado."
Miranda vem explorando há algum tempo o uso de computadores em peças interativas de composições eletrônicas, mas valoriza a simplicidade do processador Physarum.
"O que eu ouço é muito diferente de ter um computador digital programado com cadeias de dados. Não é inteligente, mas é vivo. O que é interessante..."

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sábado, 29 de setembro de 2018

Não tirar os olhos do celular pode prejudicar sua coluna

Nossos telefones celulares e tablets têm transformado a maneira como lidamos com nossos corpos – e não para melhor.
Olhar para o seu dispositivo é como ter um peso de 27 quilos em seu pescoço, de acordo com o Dr. Kenneth K. Hansraj, chefe de cirurgia da coluna no New York Spine Surgery & Rehabilitation Medicine (Centro de Cirurgia na Coluna e Reabilitação Médica de Nova York, em tradução livre). Isso é como segurar uma criança de oito anos no pescoço enquanto você está de pé lendo suas mensagens.


Hansraj desenvolveu o modelo de computador acima. Como é de se esperar, mover a cabeça para a frente e ter a mesma quantidade de força em seu pescoço e coluna vertebral não é bom para a saúde. A má notícia é que o ser-humano médio gasta de 2 a 4 horas por dia nesta posição.
Uma vez que as nossas cabeças são bastante pesadas – com peso de até 5,5 kg, ou – quando estamos frequentemente olhando para baixo por longos períodos, estamos aumentando a atração gravitacional sobre elas. E, como se vê, essa força é muito grande.
O estudo observa que ter uma boa postura é ter seus ouvidos alinhados com os ombros e as omoplatas para trás. Isto reduz o stress do corpo e diminui o cortisol. Má postura, por outro lado, acentua a coluna vertebral e pode levar a um desgaste precoce, e talvez à uma intervenção cirúrgica.
Algumas soluções para corrigir a postura: segure o celular diretamente na sua frente, em vez de dobrar a cabeça para baixo; coloque o seu tablet em um ângulo de 30 graus ao digitar ou tocar (o ângulo protege seus pulsos) ou mais perpendicularmente se for apenas leitura; e estique o pescoço para trás para corrigir a postura.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Estudo detecta alterações no sangue de macacos da região de Fukushima

Hipótese é que radiação tenha contribuído para mudanças no sangue. Macacos da região apresentam menos glóbulos brancos e vermelhos.
Exames de sangue feitos em macacos que moram na região de Fukushima, após a catástrofe nuclear, puseram em evidência uma presença menor de glóbulos brancos e vermelhos, o que poderia causar maior vulnerabilidade nesses primatas, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (24 de julho de 2014) na revista "Scientific Reports", do grupo "Nature".
Entre abril de 2012 e março de 2013, a equipe de Shin-ichi Hayama (Universidade Japonesa de Ciências da Vida e Veterinárias) analisou o sangue de 61 macacos que vivem em um raio de 70 km da usina de Fukushima Daiichi, danificada pelo tsunami de 11 de março de 2011.


Para dispor de um ponto de comparação, os cientistas também analisaram o sangue de 31 macacos da península de Shimokita, situada a 400 km da usina nuclear.
"Comparados com os macacos de Shimokita, os símios de Fukushima tinham quantidades significativamente menores de glóbulos brancos e vermelhos, de hemoglobina e hematócritos", afirmaram os pesquisadores.
"Os resultados sugerem que a exposição a substâncias radioativas contribuiu para causar modificações hematológicas nos macacos de Fukushima", acrescentaram.
Ao mesmo tempo em que excluem doença infecciosa ou desnutrição como outra causa possível das alterações, advertiram que serão necessários novos estudos para confirmar suas conclusões.

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domingo, 23 de setembro de 2018

Estudo diz que animal terrestre mais rápido do mundo é um ácaro

Bicho percorre 322 vezes por segundo o comprimento do próprio corpo. 'Paratarsotomus macropalpis' desbancou o besouro-tigre australiano.
O mundo animal tem um novo recordista de velocidade, segundo um estudo apresentado no domingo, dia 27 de maio de 2014, na reunião científica "Experimental Biology 2014", em San Diego, nos Estados Unidos. O bicho terrestre mais rápido do mundo, aponta a pesquisa, percorre uma distância equivalente a 322 vezes o comprimento do próprio corpo em apenas um segundo.
Trata-se do ácaro Paratarsotomus macropalpis. Com o tamanho inferior ao de um grão de gergelim, ele desbancou o antigo recordista mundial: o besouro-tigre australiano, capaz de percorrer 171 vezes seu próprio comprimento em um segundo.
Essa medida diz respeito à velocidade do animal proporcionalmente ao tamanho de seu corpo. Conhecido por sua rapidez, um guepardo que corra a uma velocidade de cerca de 95 km/h, por exemplo, percorre somente 16 vezes seu próprio comprimento por segundo.


Um dos estudantes responsáveis por encontrar esse tipo de ácaro e documentar sua velocidade no hábitat natural foi Samuel Rubin, aluno do Pitzer College, na Califórnia."É muito legal descobrir algo que seja mais rápido que qualquer outra coisa. E apenas imaginar um humano correndo tão rápido, levando em conta seu tamanho, é realmente surpreendente", diz.
Caso o homem tivesse uma velocidade equivalente à da espécie Paratarsotomus macropalpis, levando em conta seu tamanho, ele seria capaz de percorrer mais de 580 metros a cada segundo.
Para Rubin, o estudo sobre como esses aracnídeos conseguem atingir velocidades tão grandes pode inspirar novas tecnologias revolucionárias para a construção de veículos, robôs e outros equipamentos.
Esse tipo de ácaro é natural do sul da Califórnia, onde é comumente encontrado em rochas e calçadas. Para determinar sua velocidade, os cientistas usaram câmeras de alta velocidade no laboratório e também em no ambiente natural dos animais.
"Era muito difícil pegá-los e, quando filmávamos ao ar livre, era preciso segui-los de forma incrivelmente rápida, já que o campo de visão da câmera era de apenas 10 centímetros", conta Rubin.



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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Petróleo tem efeitos tóxicos sobre o coração dos peixes

Cientistas estudaram impacto do vazamento no Golfo do México, em 2010. Substância afeta capacidade das células cardíacas dos peixes.
Imagens mostram que algumas áreas do sul do estado de Louisiana, nos Estados Unidos, ainda apresentam grande degradação causada pelo vazamento da plataforma de petróleo da companhia BP no Golfo do México, mesmo um ano após o acidente.
O petróleo tem efeitos tóxicos sobre o coração dos peixes, provocando uma irregularidade no ritmo cardíaco, segundo um estudo americano sobre o atum do Golfo do México após o vazamento de combustível da BP em 2010.
Cientistas da Universidade de Stanford (Califórnia) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que estudavam o impacto da maré negra sobre o atum após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, descobriram que o petróleo afeta a capacidade das células cardíacas destes peixes de funcionar de modo eficaz.


Desta maneira, bloqueiam os canais de distribuição de potássio nas membranas das células do coração, o que aumenta o tempo entre cada batida. Este mecanismo é similar em todos os vertebrados, incluindo o homem.
Os efeitos negativos do petróleo sobre larvas e jovens peixes já são conhecidos há muito tempo, destacaram os autores dos trabalhos publicados na revista americana Science e apresentados na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em Chicago.
'Esta descoberta define mais claramente as ameaças das substâncias químicas derivadas dos combustíveis para os peixes e outras espécies costeiras, assim como para o ecossistema oceânico, com consequências que vão além da maré negra', afirmaram os cientistas, que citam outras fontes de contaminação, como o vazamento de águas pluviais no meio urbano.
Os autores também destacam os riscos - anteriormente subestimados - de algumas substâncias dos combustíveis sobre a fauna e os humanos, especialmente o hidrocarboneto aromático policíclico (HAP), que está presente na poluição do ar em níveis elevados.
O vazamento da British Petroleum após a explosão da plataforma Deepwater Horizon despejou mais de quatro milhões de barris de petróleo no Golfo do México, a maioria durante o período de reprodução do atum vermelho do Atlântico.

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domingo, 16 de setembro de 2018

Descoberta nova região do cérebro que torna o ser humano único

Os cientistas identificaram uma parte do cérebro que parece ser única nos seres humanos.
A região do cérebro, chamada de pólo frontal lateral do córtex pré-frontal, foi descrita dia 28 de janeiro de 2014 na revista Neuron, e está ligada a processos de pensamento mais elevados.
"Nós tendemos a pensar que o ser capaz de planear o futuro, e ser flexível na abordagem e aprender com os outros são coisas que são particularmente impressionantes sobre os seres humanos", disse Matthew Rushworth, psicólogo experimental na Universidade de Oxford.
"Nós identificamos uma área do cérebro que parece ser exclusivamente humana e é provável que tenha algo a ver com esses poderes cognitivos". A nova região do cérebro está localizada dentro de uma região maior chamada córtex frontal ventrolateral, que em estudos anteriores foi associada a um pensamento mais elevado.


Por exemplo, esta parte do cérebro abriga a região de Broca, que desempenha um papel crítico na linguagem. As diferenças no córtex frontal ventrolateral também têm sido vinculadas a transtornos psiquiátricos, como distúrbios de comportamento compulsivo e défice de atenção e hiperatividade (TDAH).
Rushworth e seus colegas colocaram 25 pessoas com 20 anos de idade numa ressonância magnética. A equipa de pesquisa mapeou as conexões entre as diferentes regiões do córtex frontal ventrolateral, tendo então dividido a região do cérebro em 12 áreas que pareciam ser constantes em todos os participantes.
Os pesquisadores então compararam a região mapeada para a mesma região do cérebro em 25 macacos Rhesus, que também haviam sido submetidos a exames de ressonância magnética. Os cérebros dos macacos eram bastante semelhantes aos cérebros humanos em 11 das 12 áreas identificadas.
No entanto, uma área, chamada de pólo lateral frontal do córtex pré-frontal, existia apenas nos voluntários humanos. Além disso, todo o córtex frontal ventrolateral estava mais ligado a partes auditivas do cérebro em humanos, talvez para facilitar um melhor processamento da linguagem.
"Nós descobrimos uma área no córtex frontal humano que parece não ter equivalente no macaco", disse o co-autor Franz-Xaver Neubert, da Universidade de Oxford. "Esta área tem sido associada com o planeamento estratégico e com a tomada de decisão, assim como com multi-tarefas.

Reprodução:Sóbiologia
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