sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Grávida de 8 meses, mulher tem útero perfurado após chute de bebê

Grávida de 8 meses, mulher tem útero perfurado após chute de bebê

Um caso raro deixou médicos estarrecidos na China. Uma grávida de 8 meses teve o útero perfurado após chute do bebê, no início de outubro. A mulher, identificada como Zhang, sentiu fortes dores na barriga e decidiu procurar o hospital. Após exames, os médicos disseram que ela apresentava alterações na pressão sanguínea, pulsação e respiração, levantando a suspeita de ruptura no útero - situação que foi confirmada por uma ultrassonografia. Foi ai que os médicos tomaram outro susto: o bebê tinha uma das pernas do lado de fora do órgão.

Por conta do risco, foi realizada uma cesariana de emergência e ambos passam bem. A história de Zhang foi contada pelo próprio hospital em sua página no Weixin, uma versão chinesa do Facebook. De acordo com o obstetra Michael Cackovic, do Centro Médico Wexner, da Universidade Estadual de Ohio, a condição é rara e afeta 0,07% das gestações. "Mas certamente é possível que um chute possa ter sido o último impulso para atravessar essa camada (mais fina do útero) — comentou o obstetra, em entrevista ao site Live Science.

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cientistas desvendam por que leite materno tem moléculas de açúcar que bebês não digerem

Cientistas desvendam por que leite materno tem moléculas de açúcar que bebês não digerem

O ser humano nasce com 3,5 kg e 45 cm de comprimento, em média. A partir daí, nas primeiras semanas de vida, é quando crescemos mais rápido: quase um centímetro por semana. E o único alimento que ingerimos para sustentar esse impressionante ritmo é o leite materno, que contém tudo que é necessário para o desenvolvimento de um bebê.
























Para produzi-lo, o corpo da mãe precisa usar componentes de si próprio. Por exemplo,
derreter a gordura que armazena, primeiramente dos quadris e das nádegas. Por isso, pode parecer estranho que um dos principais ingredientes do leite materno não possa ser digerido por humanos.

"O leite materno é tudo o que o bebê necessita nutricionalmente e muito mais", destaca Bruce German, do Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentícia da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. "É repleto de água, proteínas, gordura, açúcar... Mas o surpreendente é que tenha uma enorme quantidade de oligossacarídeos complexos, que são totalmente indigestos para bebês."
Os cientistas descobriram há mais de meio século que essas moléculas complexas de açúcar não são absorvidas pelo intestino e não têm nenhum benefício nutritivo, mas não sabiam explicar sua presença no leite materno. German e sua equipe se dedicaram a resolver esse enigma e a descobrir por que as mães produzem grandes quantidades dessas moléculas.
"Nossa hipótese era que, se essas moléculas não alimentavam o bebê, deviam alimentar outra coisa: bactérias", diz German.

Proteção

Amostras de oligossacaerídeos foram entregues ao renomado microbiólogo David Mills. "Ele testou bactérias até encontrar uma que crescia com essas moléculas", explica German.
bifidobacterium infantis é a única que pode se alimentar dos oligossacarídeos do leite humano. Assim, deduziu-se que as moléculas indigestas estavam presentes nele para que essas bactérias pudessem crescer e florescer.
Um bebê vive em um ambiente estéril e protegido até o nascimento, quando começa a adquirir bactérias do seu entorno. O intestino delgado é particularmente suscetível a bactérias infecciosas patogênicas.
Assim, como essa bactéria floresce nos oligossacarídeos, o intestino delgado se enche de bifidobacterium infantis, cobre o intestino do bebê e impede que qualquer patógeno cresça. Ou seja, as mães literalmente recrutam outra forma de vida para cuidar de seus bebês após o parto.

Prevenção

Na unidade neonatal de Sacramento, na Califórnia, os médicos estão testando um novo tratamento para ajudar bebês prematuros.
Um dos maiores desafios enfrentados por esses recém-nascidos é conseguir que as bactérias adequadas colonizem seus intestinos. Sem isso, correm o risco de desenvolver uma grave infecção intestinal, a enterocolite necrosante. Caso o tecido intestinal esteja infectado, podem surgir orifícios na parede do órgão, o que chega a ser fatal.
Por isso, os médicos começaram a alimentá-los com uma mistura de leite materno e bifidobacterium infantis. E mediram depois um aumento de bactérias nas amostras de fezes dos bebês. As evidências acumuladas até agora mostram que a bactéria pode prevenir a enterocolite necrosante.
O trabalho de German e sua equipe estão ampliando nossa compreensão de como bactérias podem ser benéficas e ajudar nosso organismo.
Há uma comunidade diversa de micróbios que vivem em cada um de nós: é o nosso microbioma. À medida que crescemos, ele cresce com a gente: a comida que ingerimos, os lugares que visitamos, as pessoas com quem interagimos, cada nova experiência modifica esse bioma. É algo tão individual quanto nossas digitais.
Temos milhares de espécies de bactérias vivendo em nossa pele, por exemplo. Em cada centímetro quadrado, pode haver mais de 1 milhão de bactérias ou mais. Um estudo identificou mais de 1 mil espécies que até então eram desconhecidas simplesmente a partir de amostras do umbigo.
Esses bilhões de bactérias com que convivemos não são parasitas. Há pesquisas que mostram que um desequilíbrio nas bactérias intestinais pode ter um enorme impacto no funcionamento dos nossos corpos.
A obesidade, a pressão arterial e doenças cardíacas já foram vinculadas a microbiomas deficientes. É possível ainda que afetem nosso estado de ânimo, causando depressão.
Por isso, é essencial que tenham um bioma de bactérias saudável - desde o berço.
Reprodução: BBC brasil
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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Nova cola cirúrgica promete fechar os ferimentos em segundos

Se você já teve o azar de passar por algum procedimento cirúrgico, provavelmente sabe que os procedimentos certamente não acabam na sala de cirurgia. Mesmo depois disso, precisamos passar vários dias em recuperação, além de ter que lidar por semanas com a dor e o desconforto dos pontos que mantem seu ferimento devidamente fechado.
Felizmente ao menos parte desse processo está para se tornar menos incômodo para os pacientes. Isso porque um grupo de pesquisadores desenvolveu um novo tipo de cola cirúrgica extremamente eficiente, capaz de fechar seu ferimento literalmente em segundos.
Com o nome de MeTro, a cola, desenvolvida pela professora assistente Nasim Annabi em um esforço conjunto da Escola Médica de Harvard e da Universidade de Sidney, utiliza como base uma proteína humana modificada para responder a luz ultravioleta. Isso, por sua vez, quer dizer que é possível aplicar a substância na forma de gel e fazê-la secar literalmente em apenas um minuto.
As vantagens oferecidas pelo MeTro não acabam aí. Graças a esse método, o procedimento é bem menos invasivo para o paciente, e oferece um selo bem mais protegido contra infecções e outros problemas semelhantes. Além disso, a cola pode ser potencialmente aplicada até mesmo em órgãos, visto que é possível desenvolver o material de maneira que sua velocidade de degradação seja controlável.
Como se isso tudo não fosse suficiente, os responsáveis pela criação do MeTro ainda afirmam que essa cola ainda ajuda na regeneração dos tecidos, acelerando a recuperação do paciente. É um salto inacreditável em comparação aos métodos que temos atualmente.
Em meio a tantas informações animadoras, a má notícia é que a cola ainda deve passar por uma série de testes antes mesmo de ir para os testes clínicos. Mesmo assim, o grupo espera que essa técnica substitua os métodos de sutura comuns de vários hospitais dentro dos próximos cinco anos.
Reprodução: Megacurioso
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Quantas vezes por semana você deve lavar seu cabelo?

A socialite Kim Kardashian causou polêmica, tempos atrás, ao dizer que lavava os cabelos apenas 2 vezes por semana. E você, com qual frequência lava a sua cabeleira? Todos os dias? Você sabe se há um número correto de lavagens semanais? Bem, depende...
Sim! O grande problema dos cabelos está na sua raiz, ou melhor, no couro cabeludo: é ele que produz o sebo, que deixa seus cabelos com uma aparência oleosa. Para piorar, as glândulas sebáceas ficam praticamente coladas ao fios de cabelo, sendo fácil de eles assumirem uma aparência gordurosa.
Não existe um número específico para a quantidade de lavagens semanais que seu cabelo necessita, mas uma coisa é certa: ele não precisa ser lavado todos os dias. Isso porque, se você faz isso, acaba deixando seu couro cabeludo muito ressecado, e ele vai compensar produzindo muito mais sebo. Loucura, né?

1 a 2 vezes por semana

Vários fatores influenciam para você ter um cabelo mais saudável e bonito. O tipo de pele é um deles: se você tiver uma pele normal, sem ser muito seca e nem muito oleosa, o ideal é lavar os cabelos apenas 1 ou 2 vezes por semana. Já se o seu couro cabeludo for oleoso, talvez sejam necessárias mais lavagens para ele ter uma boa aparência.
Outro fato determinante é a espessura do seu cabelo: pessoas com cabelos grossos ou crespos sofrem menos com a propagação do sebo, por isso podem lavá-los menos, até 1 vez por semana. Já quem tem o cabelo mais fino sofre mais com a oleosidade, por isso necessita de mais lavagens semanais.
Além disso, cabelos danificados por química devem ser lavados com uma frequência menor para não ficarem ainda mais deteriorados. Levando em conta todos esses fatores, especialistas acreditam que o ideal é lavar a cabeça a cada 3 dias, mas você pode procurar um dermatologista para saber qual é a recomendação ideal para o seu tipo de cabelo.
Reprodução: Megacurioso

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domingo, 8 de outubro de 2017

Cobra píton gigante tenta devorar um homem

As pítons não são cobras venenosas, mas você certamente não iria querer cruzar o caminho de uma delas; afinal, elas ainda são capazes de matar por esmagamento! Em Sumatra, na Indonésia, um homem chamado Robert Nababan, de 37 anos, descobriu da pior maneira que não se deve mexer no que está quieto.
Nababan, que trabalha como segurança, estava pilotando sua motoca pela província de Riau quando topo com uma píton de 7 metros de comprimento atravessada na estrada. Sem saber direito o que fazer, o cara resolveu empurrar a cobrona para fora da pista, contando com a ajuda de outras duas pessoas.
Obviamente, mexer com uma fera dessas é pedir para se arrepender. A píton, mesmo sem veneno, cravou as presas no braço de Nababan e começou a se enrolar no corpo do cara para matá-lo. Ele lutou com todas as suas forças, mas iria morrer mesmo assim caso não tivesse conseguido a ajuda de outras pessoas, que conseguiram abater a enorme cobra.
Provavelmente, ela só estava tentando deixá-lo inconsciente antes de começar a devorá-lo. Por ironia do destino, quem acabou virando refeição foi a pobre da cobra: o pessoal que a matou também aproveitou para encher o próprio bucho!
Reprodução: Megacurioso
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Seu Humor Pode Afetar a Eficácia da Vacina da Gripe no Organismo

Um novo estudo descobriu um vínculo entre estar em um estado de humor positivo quando você toma a sua vacina contra a gripe e o efeito protetor dela.

É uma descoberta curiosa, e esses resultados surpreendentes podem realmente ajudar os pesquisadores a procurar novas formas de aumentar a eficácia da vacina contra a gripe sazonal.
Você provavelmente já percebeu que a vacina anual contra a gripe não é 100% efetiva – não apenas por causa das diferenças e mutações dos vírus que nos atacam, mas também com base na pessoa que recebe a vacina e se eles desenvolvem uma forte resposta imune protetora.
Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, tentaram avaliar como uma série de fatores comportamentais e psicológicos conhecidos podem ter efeito sobre a resposta imune à obtenção de uma vacina de gripe.


“Os comportamentos dos pacientes e o bem-estar psicológico podem influenciar as respostas imunes à vacinação”, escreveram no estudo.

O sono, o estresse, a atividade física, o humor e até mesmo a nutrição podem servir como esses “moduladores imunológicos”, levando os pesquisadores a analisar se estes poderiam ser direcionados para melhorar a eficácia da vacina. Mas sabemos pouco sobre a importância relativa desses fatores e, até agora, nenhuma pesquisa os examinou simultaneamente.
Sabendo que os adultos mais velhos são especialmente afetados pela gripe e também têm piores taxas de imunidade após ter recebido a vacina, a equipe recrutou 138 adultos entre 65 e 85 anos que tomaram a vacina contra a gripe em 2014/15 e também uma no ano anterior.

A coleta de dados começou duas semanas antes da vacina, com um exame de sangue pré-vacinação para verificar os níveis de anticorpos e diários padronizados detalhando a ingestão de alimentos e bebidas, atividade física, afeto positivo, afeto negativo, estresse e sono para cada participante.
No dia da vacinação, os participantes também completaram um questionário para verificação de um humor positivo ou negativo.


Então, durante as quatro semanas seguintes à vacina, os participantes continuaram registrando suas entradas no diário e fizeram outra amostra de sangue na quarta semana, concluindo com mais uma amostra de sangue na semana 16.

Depois que todos os dados foram reunidos, a equipe compilou a informação e descobriu que apenas um de todos os fatores que eles analisavam era crucial para níveis mais altos de anticorpos contra a gripe nas amostras de sangue.

“Descobrimos que um bom humor maior, medido repetidamente ao longo de um período de 6 semanas em torno da vacinação, ou no dia da vacinação, previu significativamente maiores respostas de anticorpos à vacinação contra a gripe”, escrevem no estudo.

Os pesquisadores observaram que esse achado é realmente consistente com pesquisas anteriores que mostram que o humor positivo pode atuar como um “modulador imunológico” para as vacinas.
O efeito pareceu ser particularmente forte no dia da própria vacinação, levantando a questão interessante de saber se estar feliz quando você toma sua vacina poderia realmente aumentar suas chances de desenvolver uma resposta protetora mais forte à gripe.

Quanto ao motivo para tal, a equipe especula que poderia haver um vínculo entre o humor positivo e estilos de vida mais saudáveis ​​e uma via biológica que ligasse o sistema imunológico e os mecanismos cerebrais que regulam nossos estados de ânimo.

Esses resultados dão uma visão fascinante sobre o estranho funcionamento da imunização, mesmo que tenhamos em mente o tamanho de amostra relativamente pequeno e o fato de que este foi um estudo prospectivo observacional – por isso é complicado estabelecer um sólido vínculo causal.

“Uma explicação é que qualquer influência de fatores psicológicos ou comportamentais nas respostas de anticorpos só pode ser observável quando a resposta imune do hospedeiro ao antígeno é relativamente fraca”, observam.A equipe também enfatiza que o efeito do humor foi significativo apenas para uma das cepas de gripe na vacina desse ano, H1N1 – e os participantes apresentaram os menores níveis de anticorpos para este antes da vacinação.

De qualquer forma, a equipe diz que essas descobertas são um excelente ponto de partida para investigar esse efeito ainda mais.
E, com base nos dados até agora, talvez tentar ter um bom dia na próxima vez que você for tomar uma vacina da gripe pode ajudar.

O estudo foi publicado em Brain, Behavior and Immunity.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cientistas Estão Desenvolvendo Chip que Pode Reverter Cegueira e Surdez

Os engenheiros da Rice University, do estado do Texas, dos Estados Unidos, estão construindo um microscópio minúsculo, chamado FlatScope TM, e desenvolvendo um software que pode decodificar e desencadear neurônios na superfície do cérebro.



De acordo com um comunicado de imprensa publicado recentemente pela Rice University, o objetivo da pesquisa, como parte de uma nova iniciativa governamental, é fornecer um caminho alternativo para que a visão e a audição sejam entregues diretamente ao cérebro, auxiliando na recuperação desse sentidos. No primeiro momento, o foco será nos neurônios da visão.

O projeto faz parte de um aporte de 65 milhões de dólares anunciado nesta semana pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa Federal (DARPA) para desenvolver uma interface neural de alta resolução.

Entre muitos objetivos a longo prazo, o programa Neural Engineering System Design (NESD) espera compensar a perda de visão ou audição de uma pessoa através da entrega de informações digitais diretamente para partes do cérebro que podem processá-la.

Para isso, o microscópio e seu software precisam decodificar e desencadear neurônios na camada mais externa do cérebro, o córtex.

Batizado de FlatScope, o objeto lembra um chip, que é implantado entre o crânio e o córtex cerebral. O escopo em desenvolvimento é tratado como um primo da FlatCam, uma câmera muito pequena que tem como objetivo eliminar a necessidade de lentes volumosas em câmeras, desenvolvida por cientistas da mesma Universidade.



A ideia é fazer com que uma proteína modifique neurônios e os faça ficarem luminosos quando ativados. A interface óptica do microscópio conseguiria identificá-los e estimulá-los.

“Estamos adotando uma abordagem totalmente ótica em que o microscópio pode ser capaz de visualizar um milhão de neurônios”, Robinson, que integra a equipe do Departamento de Engenharia Elétrica e de Informática responsável pelo projeto, declarou no comunicado da universidade à imprensa.

“O microscópio que estamos construindo captura imagens tridimensionais, então poderemos ver não apenas a superfície, mas também uma certa profundidade abaixo”, disse Veeraraghavan, que integra a equipe de engenheiros do projeto. “No momento, não conhecemos o limite, mas esperamos poder ver 500 microns de profundidade nos tecidos.”

“Isso deve nos levar às camadas densas do córtex, onde pensamos que a maioria dos cálculos realmente estão acontecendo, onde os neurônios se conectam”, disse Kemere, outro integrante da equipe.


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terça-feira, 3 de outubro de 2017

OMS diz que epidemia de cólera no Iêmen é a pior do mundo

A OMS acredita que número de mortes ainda aumentará nos próximos meses Reuters/Khaled Abdullah A epidemia de cólera que assola o Iêmen já é a pior do mundo, com 5 mil novos doentes por dia e um total que supera os 200 mil casos em dois meses, informou hoje (24), em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse período, a epidemia tem se expandido por quase todas as 23 províncias que formam o país, causando 1.300 mortes. "Acreditamos que o número de mortes aumentará", apontou a OMS em comunicado. As informações são da agência de notícias EFE.



Com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras organizações, a OMS está acelerando as ações para deter a doença, registrando todos os focos infecciosos e tentando determinar de que maneira ela se propaga. O grupo também está fornecendo água potável, serviços de saneamento e tratamentos médicos. A emergência é tanta que a OMS decidiu que as equipes iriam de casa em casa para informar diretamente os moradores sobre as medidas de proteção que devem ser tomadas quanto à purificação da água e o seu correto armazenamento. 

As organizações também pediram que autoridades do Iêmen se esforcem para conter a expansão da epidemia, ainda que os meios públicos sejam escassos por causa do conflito armado que o país vive há mais de dois anos e que fez com que 14,5 milhões de pessoas ficassem sem acesso a serviços básicos. Os enfrentamentos entre a milícia dos houthis e as forças governamentais, que contam com o apoio de uma coalizão árabe - liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos -, fizeram o Iêmen mergulhar em uma situação caótica. O país, que já era o mais pobre da região antes do conflito, agora enfrenta uma situação próxima à de fome total em determinadas áreas. 

Os combates atingiram ou destruíram vários hospitais e 30 mil médicos e funcionários públicos estão semagamentos. "Pedimos a todas as autoridades dentro do país que paguem os salários e, acima de tudo, que ponham fim a este conflito", enfatizou a OMS. LEIA TAMBÉM: Entre a esperança e a guerra: Crianças órfãs tentam levar a vida em meio a zona de bombardeios no Iêmen.


Fonte: http://noticias.r7.com/saude/oms-diz-que-epidemia-de-colera-no-iemen-e-a-pior-do-mundo-24062017


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Dormir muito é porta aberta para doenças cardiovasculares

O sistema de defesa do organismo também fica mais frágil com a privação de sono Thinkstock Dormir mais horas do que o necessário traz mais riscos de problemas cardiovasculares do que dormir pouco. O alerta foi feito por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Instituto do Sono na última edição do World Congress on Brain, Behavior and Emotions, congresso sobre o cérebro realizado em Porto Alegre entre os dias 14 e 17 deste mês. Em um dos painéis do evento, acompanhado pela reportagem, os cientistas apresentaram evidências de uma série de estudos nacionais e internacionais que identificaram os riscos à saúde associados à prática de dormir muito ou pouco.



Em pesquisa da Universidade de Nevada (EUA) e publicada no periódico Sleep Medicine neste ano, os autores concluíram que dormir de duas a quatro horas por noite aumenta em duas vezes o risco de sofrer enfarte ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já entre os que dormem mais de dez horas, esse risco é sete vezes maior.



Pesquisadora da Unifesp e palestrante do congresso, Lenise Jihe Kim explica que o fenômeno pode estar associado às características do sono de quem dorme demais. "Basicamente, os grandes dormidores teriam maiores despertares durante a noite, ou seja, um sono mais fragmentado. E a cada despertar a gente eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca. Isso, cronicamente, leva à hipertensão e à inflamação, alterações cardiometabólicas que favorecem um AVC ou um enfarte", diz ela.



A especialista explica que, até poucos anos, os estudos dessa temática ficavam mais restritos aos riscos da privação do sono e não do excesso dele. "O assunto dos grandes dormidores é muito recente. Temos registros de alguns estudos um pouco mais antigos, mas pesquisas epidemiológicas com evidências populacionais são de 2016 para 2017", diz. Um dos primeiros estudos que já apontavam os riscos de passar muitas horas na cama - conduzido por pesquisadores de Baltimore, nos Estados Unidos, e publicado em 2009 no periódico Journal of Sleep Research - mostrou que o risco de morrer por uma doença cardiovascular era 38% maior entre os que dormem muito em comparação com quem dorme oito horas por noite. O índice é bem maior do que o encontrado entre os que dormem pouco. Nesse grupo, o risco de mortalidade era 6% maior.

Lenise explica que uma das hipóteses para o dado é que a pessoa que dorme demais, ao contrário daquele que sofre com insônia, não enxerga em si um problema de saúde. "Ela não reconhece bem os sintomas, acha que, por ter a oportunidade de dormir mais, não tem problemas e não procura serviços médicos. Mas a verdade é que os que dormem mais horas costumam sofrer mais com problemas como ronco e apneia do sono", relata. A especialista ressalta que não é só o número de horas que define um "grande dormidor". "São aquelas pessoas que dormem mais do que a média da população, que é de sete a oito horas por noite, mas que fazem isso porque precisam dessa quantidade de horas.

Não é simplesmente porque têm uma oportunidade de dormir mais em um fim de semana, por exemplo, é porque tem a necessidade de dormir muito para se sentirem bem no dia seguinte", afirma. Outros riscos No outro extremo, o dos que passam poucas horas na cama, os pesquisadores apontaram como riscos problemas cardiovasculares, obesidade e outras doenças associadas ao excesso de peso.

"Dormir de duas a quatro horas por noite eleva o risco de ganhar peso em 200%. O motivo é que a restrição de sono provoca alterações metabólicas que alteram hormônios. Isso aumenta a nossa fome e diminui a sensação de saciedade. Ou seja, sem dormir direito, você vai comer mais do que comeria em um dia normal e vai preferir comidas calóricas, ricas em gordura e açúcares", explica Monica L. Andersen, diretora do Instituto do Sono, professora da Unifesp e também palestrante do congresso.

O sistema de defesa do organismo também fica mais frágil com a privação de sono, segundo Sergio Tufik, presidente do instituto e também professor da Unifesp. "Dormir pouco prejudica o sistema imunológico e deixa nosso corpo mais suscetível até mesmo ao crescimento de células tumorais. Essas células estão presentes em todas as pessoas, mas, com o sistema de defesa funcionando bem, a chance de as combatermos é maior", explica.


Fonte: http://noticias.r7.com/saude/dormir-mais-de-10-horas-por-dia-eleva-risco-de-problemas-cardiovasculares-28062017
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