domingo, 17 de novembro de 2019

Diabetes já atinge meio bilhão de adultos no mundo

Metade da população diabética no mundo não sabe que tem a doença por falta de exames



Cerca de 9% da população mundial, ou 463 milhões de adultos, têm diabetes em 2019 e metade delas não sabe disso. Nesse contexto, o Brasil é o quinto país com maior número de pessoas com a condição, segundo dados do Atlas do Diabetes, lançado na última quinta (14/11), Dia Mundial do Diabetes.

A diabete mellitus é uma síndrome metabólica caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue. Segundo as informações do relatório, a maior parte (79%) das pessoas com diabetes vivem em países em desenvolvimento, como o Brasil. A condição está relacionada, de forma geral, a hábitos de vida não saudáveis, como dietas não saudáveis e falta de atividade física, e obesidade (já o diabetes tipo 1 é uma deficiência autoimune).

Se os números atuais parecem preocupantes, as projeções do estudo para as próximas décadas são ainda mais. A tendência é que, até 2030, 578 milhões de pessoas no mundo tenham a doença. O número pode chegar a 700 milhões de adultos em 2045 (pouco mais de 10% da população mundial).

Segundo projeções, a doença e complicações relacionadas levaram à morte, em 2019, a 4,2 milhões adultos. Estimativas apontam que a doença está associada a 11% de todas as mortes ocorridas em pessoas entre 20 e 79 anos.

Um dos pontos presentes no atlas que chama a atenção é o número de casos de diabetes não diagnosticados. Segundo o documento, cerca de 231 milhões de pessoas vivem com diabetes (a maior parte com o tipo 2). Muitas não sabem que estão com o problema.

No Brasil, cerca de 46% (7,7 milhões) das pessoas que têm a doença não estão cientes disso.

Reprodução: Terra
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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cientistas da UFRJ abrem caminho para diagnósticos precoces de Parkinson



Uma descoberta de cientistas brasileiros lançou luz sobre um dos mecanismos mais misteriosos do mal de Parkinson e abriu caminho para diagnosticar e tratar a doença.

O Parkinson é a segunda doença neurodegenarativa mais frequente, atrás apenas do mal de Alzheimer. Como ela, também não tem cura, tratamento específico —apenas paliativo — ou diagnóstico preciso.

O grupo integrado por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e brasileiros que trabalham na Escola de Medicina da Universidade da Virgínia (EUA) investigou pequenas estruturas de proteínas chamadas oligômeros, cujo papel até hoje permanece pouco conhecido.

Por sua relevância, o estudo foi publicado na revista científica internacional “Communications Biology”, ligada ao grupo “Nature”.

Já se sabia que os oligômeros —a grosso modo, um estágio intermediário de proteínas— formam placas no cérebro associadas ao mal de Parkinson. Essas placas geram as fibras amilóides presentes no cérebro dos doentes.

Mas quais oligômeros estavam envolvidos na doença permanecia uma pergunta sem resposta.

Guilherme de Oliveira, um dos coautores do estudo e pesquisador da University of Virginia e da UFRJ, explica que "uma pessoa desenvolve Parkinson ao longo de toda uma vida”.

A conversão entre os estágios da proteína acontece lentamente e as estruturas intermediárias e os filamentos se acumulam por muito tempo. A ciência ainda não sabe o que desencadeia o surgimento dos sintomas.

Como o papel dessas estruturas em condições normais é desconhecido, o ataque indiscriminado não pode ser feito porque poderia ter consequências extremamente graves e, potencialmente, letais. A chave era identificar os culpados em meio a uma multidão de suspeitos.

— O que fizemos foi flagrar o estágio inicial da acumulação de oligômeros. Descobrimos quais oligômeros se juntam para formar as placas ligadas à doença — explica um dos líderes do estudo, o professor titular do Departamento de Bioquímica Médica da UFRJ e presidente da Faperj, Jerson Lima Silva.

Ele acrescenta que moléculas que ataquem esses oligômeros específicos abrem caminho para o tratamento precoce, o que impediria não apenas o aparecimento de sintomas, como tremores e distúrbios motores, mas também sequelas. Outro aspecto fundamental é a possibilidade de um diagnóstico precoce, hoje impossível.


Técnica vencedora do Nobel

Para realizar o estudo, os cientistas recorreram a técnicas altamente sofisticadas de bioimagem, que permitem observar estruturas moleculares muito pequenas.

Foi empregada inclusive a técnica de criomicroscopia eletrônica, que rendeu aos seus criadores o Prêmio Nobel de Química em 2017. Com ela, observaram processos que ocorrem dentro do cérebro humano em escala molecular.

O alvo foram estruturas, os tais oligômeros, da proteína alfa-sinucleína, comprovadamente ligada ao mal de Parkinson.

No estudo foram analisadas quatro variantes da alfa-sinucleína: três ligadas a casos hereditários precoces da doença e a última presente nos casos de envelhecimento.

Lima Silva diz que eles verificaram diferenças significativas nos processos de agregação de cada variante da proteína. Nos casos de Parkinson precoce, a evolução é muito mais rápida.

A pesquisa teve financiamento do CNPq, da Faperj e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB).

Além de receber apoio do Pew Charitable Trusts, nos EUA. Para que essa fase do estudo possa ter desdobramento, será preciso investir mais, destaca Guilherme de Oliveira, que retornará ao Brasil em dezembro.

Reprodução: oglobo
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Enem 2019: provas do segundo dia exigiram mais dos participantes

Domingo foi marcado por questões objetivas de Ciências da Natureza e Matemática.




O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 terminou ontem, 10 de novembro, com as provas de Ciências da Natureza e Matemática. O segundo dia de provas exigiu um conhecimento mais profundo dos estudantes sobre os temas vistos no ensino médio, o que tornou o Enem 2019 mais difícil do que os últimos anos.

Como principal forma de entrar no ensino superior público do país, o Enem deixou de ser apenas uma prova avaliadora do ensino médio e passou a exigir mais dos estudantes. Segundo o gerente de inteligência educacional e avaliações do Sistema Poliedro, Fernando da Espirito Santo, o exame está se aproximando mais dos grandes vestibulares e seu conteúdo voltou-se para a seleção dos melhores candidatos.

Domínio de Conteúdo e Exigência de Cálculos

Dominar o conteúdo foi importante para a resolução dos cálculos que os estudantes tiveram que fazer para chegar até as alternativas corretas. Segundo o diretor do curso Oficina do Estudante, Marcelo Pavani, as contas trouxeram dificuldades para os participantes porque não foi possível usar calculadora e os números apresentados eram mais complexos para se calcular de cabeça. "A operacionalização das questões era difícil de fazer no contexto de uma prova de 90 questões em 5 horas", destaca.

Matemática

A prova de Matemática seguiu o histórico das outras edições, mas os cálculos exigiram mais dos participantes, além da interpretação dos enunciados. Os temas mais difíceis de Matemática neste Enem foram:

Probabilidade
Estatística
Análise combinatória
Logaritmos
Função Trigonométrica


Ciências da Natureza

A prova de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia) exigiu uma boa base escolar dos estudantes. Química foi considerada a disciplina mais pesada das três matérias desta área do conhecimento, cobrando um conhecimento amplo do que conteúdo visto durante todo o ensino médio. Fernando chama a atenção para a retomada da cobrança de modelos atômicos, algo que não estava presente nos Enem dos últimos anos.

Cálculos também apareceram em maior complexidade na prova de Física. O foco conteudista deste Enem veio em abordagens de assuntos como decomposição de forças, algo que é mais presente em vestibulares do que no exame.

Já Biologia aproximou a disciplina ao cotidiano dos estudantes com temas como imunologia, importância da vacina, descarte de medicamentos e alternativas para controle de pragas. Apesar de uma prova clássica, professores consideraram esta edição mais difícil do que o normal.


Reprodução: UOL
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sábado, 9 de novembro de 2019

Autoridades da Espanha confirmam primeiro caso de dengue com transmissão sexual

Mosquito Aedes aegypti é o vetor da doença. Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças confirma informações do governo espanhol.



Autoridades de saúde espanholas confirmaram nesta sexta-feira (8) um caso de transmissão de dengue por via sexual entre dois homens. É a primeira vez no mundo em que um caso como esse é relatado, já que até então se considerava que o vírus era transmitido somente pela picada de mosquito.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças confirmou que este caso espanhol era, "ao seu conhecimento, o primeiro de transmissão sexual do vírus da dengue entre dois homens".

"Um caso provável de transmissão sexual entre uma mulher e um homem já havia sido objeto de um artigo (científico) na Coreia do Sul", afirmou a epidemiologista médica espanhola, Susana Jimenez, da Direção Geral de Saúde Pública de Madri.

Vírus contraído em Cuba

Segundo Jimenez, o caso diagnosticado na capital espanhola é "o de um homem de 41 anos contaminado durante um relacionamento com o seu companheiro, que havia contraído o vírus durante uma viagem para Cuba", onde foi picado por um mosquito.

A contaminação dessa vítima em Madri foi confirmada no final de setembro e intrigou os cientistas, uma vez ele não havia viajado para um país onde a dengue é endêmica. Também foi verificada a impossibilidade de contaminação por mosquitos na Espanha, pois não foram encontrados insetos nos locais onde eles estavam.

"Seu companheiro apresentou os mesmos sintomas que ele, porém de forma mais leve, cerca de dez dias antes e havia viajado para Cuba e República Dominicana", disse o médico. Os testes revelaram que ambos tinham dengue.

"Uma análise dos espermatozoides dos dois revelou que não apenas se tratava de dengue, mas também que era o mesmo tipo de vírus que circula em Cuba", afirmou a epidemiologista espanhola.

"É uma descoberta, uma informação de importância global: descobrir outro mecanismo de transmissão do vírus", admitiu Susana Jimenez.

Nos países onde a dengue é endêmica e a doença é transmitida por mosquitos, "não podemos dizer que o modo de transmissão sexual não existe. Simplesmente, até agora, não estava previsto porque sempre pensamos que se tratava do mosquito", concluiu.

Apesar dessa confirmação pelas autoridades de saúde da Espanha, a Organização Mundial de Saúde continua afirmando em seu site que "a dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor de quatro tipos da doença".

Reprodução: Globo
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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Vértebra de dinossauro é encontrada no interior de São Paulo

Paleontólogo confirma descoberta de osso de titanossauro em uma grota de Uchoa


O paleontólogo Fabiano Vidoi Iori identificou como uma vértebra de titanossauro o fóssil que retirou do barranco de uma grota, há um mês, na zona rural de Uchoa, região norte do Estado de São Paulo.

O osso, que estava isolado por ter se separado do esqueleto, foi levado para o Museu Paleontológico Pedro Candolo, na área urbana. "O fóssil está em fase de preparação, mas já dá para saber que é uma vértebra do 'pescoçudo'", disse, referindo-se à principal característica desse herbívoro.


Município de Uchoa está localizado a 419 km da cidade de São Paulo
Foto: Google Maps

A reportagem acompanhava o trabalho do paleontólogo quando ele constatou que aquilo que parecia uma simples pedra no barranco era o testemunho fóssil de um dinossauro que viveu na região há 100 milhões de anos. Ao remover, com martelo e talhadeira, a camada de arenito, ele comentou, na ocasião, a dimensão do achado. "Pelo tamanho do osso, pode ser um titanossauro, mas só vamos saber depois de concluir a retirada", disse, na ocasião. O pesquisador trabalhou mais de uma semana para ter a certeza do achado.

O fóssil que o paleontólogo desencravou do barranco foi avistado pelo biólogo Leonardo Silva Paschoa, administrador do museu de Uchoa. Ele e o amigo José Rafael Fernandes, escrevente de cartório e estudante de Direito, dedicam os fins de semana à busca de indícios de fósseis pela zona rural. "Já nos chamam de caçadores de dinossauros", disse Fernandes. O museu reúne cerca de 200 peças, incluindo fósseis de crocodilos que viveram na região na era dos dinossauros.

Outros fósseis importantes para a compreensão da pré-história mais remota do interior foram achados, este ano, em Presidente Prudente. São rochas incrustadas com ossinhos de pequenas aves-dinossauros que viveram há 80 milhões de anos, recolhidas em um sítio paleontológico de Presidente Prudente. Os achados são estudados pelo paleontólogo Willian Nava, do Museu de Paleontologia de Marília, no oeste paulista.

Três espécies já foram identificadas e podem ser inéditas. "É o primeiro registro de aves da era dos dinossauros no Sudeste brasileiro. Estamos estudando os fósseis em parceria com o Museu de História Natural de Los Angeles (EUA), o Museu de Taubaté (SP) e o Museu Argentino de Ciências Naturais (Buenos Aires)", explicou. O sítio em que as aves foram encontradas recebeu o nome de William's Quarry (pedreira do William), em homenagem ao paleontólogo. Ele já recolheu mais de mil ossinhos no local.

Nava está à frente de outros achados importantes na região. Ele começou a garimpar fósseis pelo oeste paulista após ter encontrado, em 1993, uma escápula (osso do tórax) de titanossauro. "Foi um achado que mudou minha vida, pois era bancário e virei paleontólogo", conta. Em 2009, o pesquisador descobriu à margem de uma rodovia, em Marília, o fóssil de titanossauro mais completo do Brasil.

A ossada, com 60% do esqueleto, foi retirada com a ajuda do paleontólogo Rodrigo Santucci, da Universidade de Brasília (UnB), em quatro sessões de escavação entre 2011 e 2012. Ele ainda está sendo descrito, mas já recebeu o apelido de Dinotitã de Marília. Há um mês, ele voltou ao paredão, na Serra das Avencas, e achou fósseis de plantas que serviam de alimento aos dinossauros herbívoros.


Visitantes

O paleontólogo conta com a ajuda da estagiária Rebeca Chagas Vallilo, de 19 anos, para organizar os fósseis no museu de Marília, que, mesmo fechado para obras, recebe visitas agendadas.

A confeiteira Milena Manzoni, de 37 anos, aproveitou a presença da reportagem para entrar com o filho Pedro Henrique, de 4 anos. "Ele é apaixonado por dinossauros, conhece as histórias, sabe qual é qual. O que tem de dinossauro em casa é inacreditável", disse, enquanto o pequeno se extasiava com o úmero de um tiranossauro parcialmente cravado na rocha. O município vai investir R$ 188 mil na modernização do museu e R$ 208 mil no mirante do Vale dos Dinossauros, que terá uma réplica de 15 metros do Dinotitã.


Fonte: Terra
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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Óleo chega a ilha em Abrolhos, região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul




A Marinha do Brasil encontrou neste sábado (2) fragmentos pequenos de óleo na Ilha de Santa Bárbara, em Abrolhos, na Bahia. O local fica nos limites do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, mas não o integra. Este foi o primeiro lugar no Brasil a ser nomeado como parque nacional e abriga a maior biodiversidade marinha de todo o Oceano Atlântico Sul.

Equipes estão no local fazendo a remoção do material. A Marinha atua na região em parceria com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e apoio da Petrobras com duas fragatas, cinco navios e uma corveta.

Além dos fragmentos encontrados na Ilha de Santa Bárbara, o material também foi identificado em Ponta da Baleia, em Caravelas, também na Bahia. A praia fica dentro da Área de Proteção Ambiental da Ponta da Baleia/Abrolhos.


Nos últimos dias, pescadores e demais voluntários recolheram cerca de 200 quilos do produto nas águas da fronteira norte da região, próxima ao município de Canavieiras , que abriga uma reserva extrativista com 100 mil hectares e cerca de 2,6 mil famílias distribuídas em oito comunidades.

Uma das preocupações é o fato de o óleo, por sua densidade, afundar e se misturar com os sedimentos dos recifes de corais. Difíceis de remover, eles se misturam ao ecossistema e podem ter consequências profundas e duradouras no meio ambiente.

Reprodução: Gauchazh
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Enem 2019: Inep registra abstenção de 23,1% dos mais de 5,1 milhões de inscritos

Primeiro dia de provas teve vazamento de foto da redação e erro em endereços do exame.




O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizou o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último domingo, 3 de novembro. Dos 5,1 milhões de inscritos, 3,9 milhões estiveram presentes na aplicação das provas de Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Redação, uma abstenção de 23,1%.

Dos inscritos, 376 participantes foram eliminados do Enem 2019 por algum tipo de violação ao regimento do exame, como a recusa de coleta da biometria.

No ano passado, a abstenção do primeiro dia do Enem foi de 24,9% dos aproximadamente 5,5 milhões de inscritos no Enem. Já os dois dias de exame, juntos, tiveram aproximadamente 29,2% de faltosos.

Vazamento

Uma foto do caderno de questões com os textos de apoio da redação do Enem 2019 vazou após o início do exame. Em nota oficial, o Ministério da Educação (MEC) confirmou a veracidade da imagem, mas o ministro Abraham Weintraub disse que não houve prejuízo para os participantes por conta do vazamento, uma vez que os estudantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam em sala de aula para as provas.

Segundo o ministro, a suspeita é de que a pessoa responsável pelo vazamento da foto seja um fiscal do exame, em Pernambuco. Weintraub informou que o caso está investigado pela Polícia Federal.

Na coletiva do Enem 2019, ele soltou a seguinte afirmação: "Se der pra fazer criminal, cível, absolutamente tudo o que a gente puder fazer para essa pessoa se arrepender amargamente de um dia vir ao mundo".

Erros nos locais de prova

Estudantes de Goiânia foram pegos de surpresa com mudança nos locais de prova. Participantes tinham em seus cartões do Enem o área II da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), no setor Leste Universitário, mas o local certo era no campus II da instituição, no Jardim Mariliza, há cerca de 13 quilômetros de distância.

Os estudantes chegaram no setor Leste Universitário e viram uma faixa informando o local correto. Um veículo foi disponibilizado para levar os participantes até o campus II. Em entrevista coletiva, o MEC informou que os participantes haviam sido informados por e-mail e/ou celular sobre o endereço correto.

Provas

O primeiro domingo de provas foi composto por 45 questões objetivas de Linguagens e Códigos, 45 de Ciências Humanas e uma Redação. A redação teve como tema "Democratização do acesso ao cinema no Brasil".

O Enem 2019 continuará no próximo domingo, 10 de novembro, contando com 45 perguntas de Ciências Humanas e 45 sobre Matemática. Os portões serão fechados às 13h e as provas serão aplicadas das 13h30 até às 18h30.

Reprodução: UOL
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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em risco de extinção, 29 tartarugas-verdes são encontradas no Litoral Sul

Os animais estavam encalhados na beira da praia e foram encaminhados para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg)



A equipe do Projeto Pinípedes do Sul, patrocinado pela Petrobras, encontrou 29 tartarugas-verdes durante saídas de monitoramento realizadas entre Cassino, Barra do Chuí, Rio Grande e Barra da Lagoa nos dias 23 e 25 de outubro. Os animais estavam encalhados na beira da praia e foram encaminhados para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

As tartarugas-verdes são répteis que ficam em áreas costeiras, mares tropicais e subtropicais e podem chegar a até 1,4 metros de comprimento e a pesar 160 quilos. Na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), estão classificadas como em perigo de extinção.

O número de tartarugas encontradas neste ano é considerado bastante elevado. Em 2018, foram resgatadas 13 tartarugas-verdes em outubro, quatro em novembro e uma em dezembro.

Segundo Sérgio Estima, coordenador do projeto, é provável que o acontecimento se deva à repetição do efeito de possível hibernação das tartarugas, já que os animais foram encontrados em condições que indicam imobilidade por longo tempo. Conforme Estima, os animais estavam com elevada cobertura de epibiontes — macroalgas, mexilhões, cracas e hidrozoários — e massa corporal abaixo do normal.


— Além disso, esta situação pode ter sido proveniente da característica das tartarugas marinhas de serem animais ectotérmicos, com capacidade limitada em baixas temperaturas. Com as temperaturas das águas do litoral gaúcho, as tartarugas podem ter entrado em hipotermia durante o período do inverno e, agora, no início da primavera, com as águas mais quentes, elas saíram da possível hibernação muito fracas e encalharam nas praias, sendo encontradas em estado de letargia pela equipe — explica.

Reprodução: Gauchaz
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domingo, 27 de outubro de 2019

Haverá mais plásticos que peixes no oceano até 2030

Chef André Saburó faz alerta sobre necessidade de conscientização do consumo de peixes no Brasil em toda sua linha de produção

Pesquisas projetam que até 2030 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes. Durante a palestra 'FICAPEIXE: posicionamentos para o futuro dos pescados', realizado nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, durante o Mesa SP, o chef André Saburó, eleito o chef do ano no prêmio Melhores do Ano da Prazeres da Mesa, em 2013, alertou sobre a necessidade da conscientização sobre o consumo de pescados no Brasil, desde a pesca à mesa.

Saburó ressaltou não só para a ameaça da sobrepesca, um problema há muito tempo conhecido, mas também para a urgência da proteção dos berçários, áreas importantes para a reprodução de peixes que, hoje, enfrenta a falta de saneamento básico como um dos maiores riscos para a sua existência.


Outro ponto levantado durante a palestra foi para a falta de uma gestão de pesca eficiente no Brasil. O país é signatário de inúmeros acordos internacionais que visam a boa governança dessa atividade, mas, para Saburó, falta efetivamente colocar em prática o que a teoria contempla. Para ele, falta uma legislação que vise todas as demandas e necessidades do setor.

Por outro lado, Saburó comentou práticas, que, mesmo pequenas, têm apontado para um caminho com bons resultados para o futuro da pesca no país. O trabalho realizado pela Fish Tag é um exemplo.

A startup monitora o trajeto do peixes, desde o seu desembarque nos portos até os restaurantes. Entre os serviços oferecidos, existe um cuidado com o monitoramento da temperatura do produto durante todo o trajeto, além do fornecimento de informações, através de um QR Code, da pesca, do perfil do pescador e a certificação de que todo o modo de cultivo não agride o ambiente e que as condições de trabalho daquele fornecedor são justas. "Todo produtor tem dificuldades para buscar o peixe do mar", comentou o chef.

Já na sua cozinha, Saburó se certifica que o futuro do peixe seja garantido com o aproveitamento da peça como um todo, sem desperdícios. Dessa metologia surgiu, por exemplo, o foie gras do mar, que os olhos atentos do chef perceberam em um fígado gordo de um pescado. “Não existe gestão de pesca no Brasil. Preciso contar com o apoio da população, e os chefs têm papel importante.Temos de reverter isso, ou então não vamos ter peixe. Essa é a realidade”, finaliza.

A palestra 'FICAPEIXE: posicionamentos para o futuro dos pescados', ministrada pelo chef André Saburó faz parte da programação do Mesa SP, um evento anual de gastronomia realizado pela revista Prazeres da Mesa, que ocorre entre os dias 24 e 27 de outubro, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Reprodução: Terra
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