sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Você sabe por que a maioria das garrafas de cerveja tem a cor marrom?

Tudo bem que existem garrafas de cerveja de várias cores, como verdes e até transparentes, mas você há de concordar que a maioria delas é marrom. E você já se perguntou a razão disso? Miguel Ángel Bargueño, do portal El País, provavelmente entre um gole e outro em um boteco qualquer deve ter indagado sobre essa inebriante questão, pois ele decidiu averiguar.

Cores

Uma das pessoas com quem Miguel conversou foi Ana Jiménez, especialista de comunicação da Heineken Espanha. De acordo com ela, quando a bebida é exposta à luz solar, as substâncias provenientes do lúpulo, aquelas que dão à cerveja seu tradicional sabor amarguinho, interagem e começam a afetar o gosto e liberar um aroma desagradável. Assim, para driblar esse problema, a solução encontrada foi envasar a bebida em garrafas de coloração mais escura.
Segundo contou Ana, no passado, o mais comum era que as cervejas fossem engarrafadas em recipientes de vidro verde. Entretanto, nos anos 30, a indústria cervejeira descobriu que o vidro marrom desempenhava melhor a função de “filtro”, absorvendo de forma mais eficiente a radiação que prejudica o aroma da bebida.
Só que, curiosamente, a Heineken continua usando os recipientes verdes, certo? Ana defendeu a escolha explicando que, para contornar a questão da incidência da luz solar, a companhia comercializa suas cervejas em pacotes de seis unidades que vêm embaladas em papelão. Mas Miguel não se contentou em apenas ouvir a fabricante — e foi atrás de mais informações.

A Ciência entra em cena

Ele descobriu que um estudo conduzido por dermatologistas brasileiros — olha os nossos pesquisadores aí, gente! — revelou que dos vidros coloridos disponíveis no mercado, os de coloração amarela, alaranjada, acobreada e marrom são os mais eficazes em bloquear a luz solar, enquanto que os de tom esverdeado são os mais fotorreceptores com relação aos raios UVA.
Focando mais especificamente nas cervejas, Miguel se deparou com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Emory, nos EUA, com garrafas de Corona — aquela cerveja mexicana que vem envasada em recipientes de vidro transparente, sabe? Os cientistas usaram seis unidades, das quais duas foram expostas diretamente à luz solar durante 40 minutos, duas foram expostas também, mas protegidas por papel alumínio, e outras duas foram colocadas para gelar em um refrigerador.
Dois dias depois, os pesquisadores ofereceram os objetos de seus experimentos a um grupo de voluntários e, segundo esse pessoal, as cervejas que foram expostas à luz solar apresentavam sabor e cheirinho meio esquisitos. As que foram protegidas com o papel alumínio tampouco agradaram muito ao paladar dos cervejeiros — e ainda bem que os cientistas colocaram duas garrafas na geladeira para que os voluntários pudessem “lavar” o gosto ruim da boca!
E essa não foi a única pesquisa sobre o tema que Miguel encontrou: teve um time de pesquisadores que fez um experimento semelhante, mas envolvendo cinco marcas diferentes de cerveja, e o resultado foi o mesmo, ou seja, as que ficaram expostas à luz foram rejeitadas pela galera.
Mas, afinal, o que acontece? Um estudo realizado por cientistas belgas — e que, até onde sabemos, não eram mestres cervejeiros — apontou que, quimicamente falando, o aroma ruim é resultado da fotólise de compostos presentes nos aminoácidos da cerveja e que basta expor a bebida por 10 ou 15 minutos à luz solar intensa para que o efeito desagradável comece a ser notado.
Reprodução: Megacurioso 
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cientistas criam o maior bicho - pau do mundo

O monstrinho mede 64 cm de comprimento e foi desenvolvido em laboratório pelo pessoal do Museu de Insetos da China Ocidental (IMWC). Ele fez parte de uma ninhada com mais cinco “irmãozinhos”, originados da mesma fêmea descoberta há três anos.
Zhao Li, curador do museu e responsável pela descoberta, acredita que o bicho-pau recordista vai crescer ainda mais. O entomologista explica que a espécie costuma crescer até o primeiro ano de vida, o que ainda vai levar quatro meses para acontecer. Dessa forma, é possível até que o campeão ultrapasse a marca dos 70 cm! 
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Reprodução: Megacurioso
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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Os benefícios de ser solteiro, segundo a ciência

Dividir a vida com alguém é apontado por muitos estudos como benéfico à saúde. Já no século 19 havia pesquisas que indicavam que pessoas casadas levavam vidas mais saudáveis, e estudos mais recentes mostraram que elas tinham risco menor de pneumonia, câncer, problemas cardíacos ou de serem submetidas a cirurgias do que pessoas que vivem sozinhas.
Mas a ciência também está de olho nas vantagens que ser solteiro pode trazer às pessoas, entre elas, uma vida com mais amigos e interação social, e com mais objetivos - e determinação para cumpri-los.
"Todos nós crescemos ouvindo: 'case-se e você não se sentirá sozinho'. Mas eu nunca achei que essa seria a minha história", diz, em uma palestra recente do TedX, a pesquisadora americana Bella DePaulo, 63, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. Como solteira convicta, ela se dedicou a estudar a felicidade nesse grupo de pessoas.
Para DePaulo, "as preocupações com as dificuldades da solidão podem ofuscar os benefícios de ser solitário".
Em 2016, a pesquisadora fez um levantamento de estudos que evidenciassem essas vantagens, e encontrou indícios de que:

1 - Solteiros muitas vezes têm mais contato com amigos

"Costumamos escutar que 'solteiros não têm ninguém', mas o fato é que muitas vezes eles têm mais amigos e se esforçam mais para manter elos com pais, irmãos e sua comunidade", diz ela. "Enquanto isso, casados tendem a ser mais insulares."
Esse dado vem de um estudo de 2015 nos EUA, que avaliou levantamentos censitários para entender os laços entre parentes, vizinhos e amigos adultos americanos.
Os pesquisadores, em artigo publicado no Journal of Social and Personal Relationships, dizem que "solteiros têm mais tendência a manter contato e receber ajuda de pais, irmãos, vizinhos e amigos do que os casados. Essas diferenças são mais proeminentes para os que nunca se casaram do que os que haviam sido casados".
O que importa para a saúde, segundo DePaulo, é ter pessoas com as quais você possa se abrir, mais do que ter ou não um cônjuge.

2 - Solteiros podem desfrutar de mais autonomia e satisfação

DePaulo argumenta que não é apenas o amor que nos traz sentimento de plenitude, mas também "autonomia, propósito e (a sensação de) estar no comando de nossas vidas".
"Solteiros perseguem o que importa mais para eles, (como) trabalhos mais significativos e mais crescimento pessoal", argumenta. E, com mais autossuficiência, essas pessoas tinham menos chance de experimentar sentimentos negativos.
Ela cita um estudo publicado no Journal of Family Issues que conclui que "ainda que o casamento continue a promover bem-estar para tanto homens quanto mulheres, em alguns casos - como autonomia e crescimento pessoal - os solteiros se saíram melhor do que os casados".
Esses solteiros ouvidos pelo estudo tendiam a concordar mais com as frases "Para mim, a vida tem sido um processo contínuo de aprendizado, mudanças e crescimento" e "Acho importante ter novas experiências que desafiem como você vê a si mesmo e ao mundo".

3 - Solteiros não necessariamente têm saúde pior que casados

Um estudo posterior ao levantamento de DePaulo também colocou em xeque a ideia de que a saúde dos casados é sempre melhor.
Publicada em março de 2017 na revista Social Forces, da Oxford University Press, a pesquisa de Matthijs Kalmijn, da Universidade de Amsterdã, usou dados coletados na Suíça ao longo de 16 anos e "lança dúvidas sobre a teoria de proteção de saúde" que beneficiaria pessoas casadas.
O pesquisador questionava anualmente os participantes quanto a sua saúde. E não encontrou melhoras ao longo da vida dos casados - ressaltando que são necessários mais estudos para avançar no tema.
"As evidências sugerem que o casamento tem mais a ver com a saúde mental do que física", escreve Kalmijn. "Especulamos que o casamento seja mais ligado a uma avaliação positiva da vida da pessoa do que a uma melhora em sua saúde."
Vale lembrar, porém, que há extensa documentação científica sobre os efeitos favoráveis proporcionados por casamentos felizes, desde mais estabilidade econômica até o apoio mútuo cultivado entre o casal.
Para DePaulo, ressaltar os benefícios da vida de solteiro não significa desprezar os do casamento - significa "buscar o estilo de vida que melhor funcione para cada pessoa".
"O que importa não é fazer o que as outras pessoas acham que devemos fazer, mas sim buscar os espaços em que podemos ser o que realmente somos e nos permitir viver o melhor de nossas vidas", argumentou ela em uma apresentação de 2016 para Associação Americana de Psicologia.
Reprodução: BBC
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Más notícias para os amantes de água com gás...

Muitas pessoas acham que deixar de lado o hábito de tomar refrigerante é uma boa escolha – e é mesmo. A questão é que tem gente por aí substituindo uma bebida gaseificada por outra, afinal a lógica de que água com gás não faz mal, afinal estamos falando de água, parece bastante sensata, não é mesmo? Bem... Nem tanto.
Infelizmente, tomar água com gás parece não ser uma escolha saudável, ao contrário do que pode parecer. A água gaseificada é feita com dióxido de carbono sob pressão, e isso faz mal aos dentes e, para piorar, pode contribuir para o ganho de peso de algumas pessoas.
De acordo com o dentista Adam Thorne, de Londres, o problema é que a maioria das pessoas não sabe que a água com gás é extremamente ácida, e que as suas bolhas são ótimas em corroer o esmalte dos nossos dentes – em longo prazo, isso deixa nossa dentição fraca e amarelada.

Há controvérsias

Já para Edmond R. Hewlett, da American Dental Association, o que torna uma água ácida é a adição de sabores: “é o sabor e não a carbonatação que diminui o PH (e aumenta a acidez) a um nível que potencialmente pode corroer o esmalte dentário”, disse ele, em declaração publicada no The Sun.
Segundo Hewlett, há estudos que comprovam que águas gaseificadas sem sabor, assim como a água normal, têm um potencial erosivo muito baixo, não representando risco para o esmalte dos dentes.
Ainda assim, já é comprovado que a água com gás pode nos tornar mais gordinhos, mesmo que ela não tenha calorias. Isso acontece porque o dióxido de carbono presente na bebida pode nos causar a sensação de fome, e acabamos comendo mais do que comeríamos se tivéssemos ingerido uma água normal, sem gás.
Nessa mesma pesquisa ficou comprovado que a água gaseificada aumenta os níveis do hormônio grelina, que nos causa fome – e não estamos falando de pouca coisa, não, mas de um aumento que chega a até seis vezes. 
Reprodução: Megacurioso
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

13 dicas surpreendentes que podem salvar a sua vida

1 – Para se manter quente, é preciso estar seco

Em ambientes frios, é fundamental garantir que a temperatura do seu corpo não caia rapidamente, certo? Por isso, prefira roupas feitas de lã no lugar das feitas de algodão. O motivo está no fato de que a lã absorve menos umidade do seu corpo e, por isso, fica mais seca – roupas de algodão, como meias, tendem a ficar úmidas e geladas mais depressa.

2 – Comer neve não vai te deixar hidratado

A não ser em situações extremas, não é inteligente que você coma neve acreditando que está fazendo tão bem para o seu corpo como se tivesse tomando água. O motivo está no fato de que seu corpo vai precisar gastar muita energia para transformar o gelo em água, e a não ser que seja extremamente necessário não vale a pena fazer tanto esforço para isso.

3 – Se o avião no qual você estiver pousar na água, espere um pouco antes de inflar seu colete

É natural que nosso primeiro impulso em uma situação de emergência grave, como a que faz um avião pousar na água, seja inflar o colete salva-vidas, certo? O problema é que isso não é exatamente uma boa ideia. Se for necessário correr para fora da aeronave ou em direção à cabine, a flutuabilidade do casaco vai tornar essa tarefa muito mais difícil. Primeiro, nade em direção a uma saída de emergência e infle o colete apenas depois de já ter saído da aeronave.

4 – É possível realizar a manobra de Heimlich em si mesmo

Se você se afogar com algum alimento que ficou preso em sua garganta e não tiver ninguém por perto, feche a sua mão mais forte e a posicione abaixo da sua caixa torácica, logo acima do umbigo. Depois, coloque a palma da outra mão sobre o punho para poder empurrar a mão com mais força.
Em seguida, movimente o punho fechado para dentro do diafragma, em direção à parte superior do seu estômago. Repita várias vezes até que o objeto preso na sua garganta seja deslocado.

5 – Sempre leve anti-histamínicos na sua bolsa quando for conhecer algum lugar novo

É fundamental estar prevenido na hora de desbravar o mundo (especialmente em acampamentos e atividades semelhantes). Como nunca sabemos se vamos encontrar algo que nos dê alergia, ter anti-histamínicos pode salvar a nossa vida.

6 – Os limites do seu corpo seguem uma regra de três, sabia?

Não exatamente como aquela que você aprendeu nas aulas de matemática, mas funciona assim: as pessoas geralmente conseguem ficar três minutos sem respirar, três horas expostas em ambientes climáticos extremos, três dias sem água e três semanas sem comida.

7 – E se a panela com óleo de cozinha pegar fogo?

Nunca use água para resolver qualquer incêndio provocado por gordura, já que as moléculas do líquido vão para o fundo do recipiente quente, evaporam rapidamente e provocam chamas ainda maiores. O melhor é desligar a boca do fogão que está esquentando a panela e cobri-la com outra panela, para que o fogo acabe por falta de oxigênio.

8 – Se você for esfaqueado, não retire a faca do local

Por mais agoniante que seja, fique com o objeto até chegar ao hospital. Puxar uma faca ou algo afiado que tenha entrado na sua musculatura só vai fazer com que você perca mais sangue. O ideal é cobrir o local e buscar ajuda médica imediatamente.

9 – Informações úteis sobre acidentes aéreos

80% dos acidentes aéreos acontecem nos três primeiros minutos após a decolagem ou nos oito minutos antes da aterrissagem. Nesses momentos específicos, redobre a atenção e localize as saídas de emergência da aeronave.

10 – A maioria das mortes em incêndio não são por queimaduras

O problema maior é que as pessoas acabam respirando muita fumaça. Por isso, se estiver no meio de um incêndio, se jogue ao chão até conseguir sair para evitar que isso aconteça.

11 – Se você se perder, procure uma cerca

A cerca quase sempre vai conduzir você até a entrada de uma estrada ou de uma propriedade. Vale também seguir alguma correnteza, já que ela sempre vai para baixo e certamente chegará a um grande afluente.

12 – Precisa armazenar água temporariamente?

Uma boa saída para armazenar água é usar preservativos, e o motivo está no fato de que esses itens são incrivelmente elásticos e servem como bexigas resistentes capazes de segurar até um galão de água. O inverso também vale: se a ideia é proteger itens do contato com a água, como fósforos e telefones, envolva esses objetos em camisinhas.

13 – Driblando o viés da normalidade

O viés da normalidade é um fenômeno psicológico que faz com que pessoas deixem de tomar alguma atitude em momento de alerta por acreditarem que tudo ficará bem. Essa crença as paralisa por alguns instantes e isso pode ser bastante prejudicial.
A dica, portanto, é localizar saídas de emergência sempre que entrar em um local novo, como uma sala de cinema ou uma balada. Assim, se por ventura algo acontecer, você acabará sendo mais ágil e irá direto para a saída.
Reprodução: Megacurioso

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sábado, 22 de julho de 2017

Cientista da imortalidade está a caminho do Brasil

Você já pensou em viver para sempre? Parece ficção científica, mas para Aubrey de Grey, cientista e pesquisador inglês, isso é muito possível. Conhecido como “cientista da imortalidade”, o biomédico gerentologista — com PhD pela Universidade de Cambridge — afirma que os seres humanos podem viver por mil anos.
A seu ver, o envelhecimento pode ser perfeitamente evitável, pois ele consiste em um conjunto de mudanças moleculares e celulares acumuladas e, eventualmente, patogênicas em nossos corpos. A receita da longevidade seria um trabalho contínuo de reparo e manutenção: removendo precocemente os primeiros sinais de envelhecimento do corpo antes que eles se acumulem e causem prejuízos ao organismo.
Para Aubrey, as novas tecnologias, como o uso da terapia de células-tronco, podem ser usadas para tratar doenças e parar o envelhecimento. De Grey calcula que há 50% de possibilidade de as terapias necessárias para reter o envelhecimento estarem disponíveis dentro de 25 anos. 
Suas ideias parecem audaciosas, mas, em 2005, o MIT — Instituto de Tecnologia de Massachusetts — ofereceu um prêmio de 20 mil dólares a qualquer cientista que pudesse demonstrar a ineficácia das pesquisas do britânico e, até hoje, ninguém conseguiu.
Atualmente, o cientista está à frente da Fundação SENS, ONG californiana que patrocina e financia pesquisas de rejuvenescimento científico.  Dono de um visual excêntrico, ele está de malas prontas para o Brasil para divulgar suas ideias em uma palestra no FIRE 2017, que ocorrerá entre os dias 16 e 17 de agosto em Belo Horizonte.
Reprodução: Megacurioso
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Praias francesas são cobertas por diversas "coisas" bizarras



As "coisas" apareceram de repente em diversas praias da Côte d'Opale, uma região litorânea que fica no norte da França e, visualmente falando, as “coisas” se parecem com esponjas ou pedaços disformes de espuma ou isopor. No entanto, segundo Brigit Katz, do site Smithsonian.com, pessoas que se atreveram tocar esses estranhos flocos disseram que eles tinham consistência quebradiça e são oleosos ao toque.

“Coisas”

Os objetos começaram a aparecer durante a última semana e foram registrados em diversas praias, incluindo as de Wimereux La Slack, Equihen-Plage, Le Portel, Hardelot e Le Touquet, todas muito visitadas nessa época do ano, que corresponde ao verão europeu. Como ninguém sabia do que os tufos eram feitos, as autoridades francesas alertaram a todos que não tocassem as estranhas aparições até que amostras fossem devidamente analisadas.
Contudo, como a Côte d'Opale se encontra às margens do Canal da Mancha — situado entre a França e a Inglaterra —, onde o tráfego de embarcações é bastante intenso, é óbvio que as suspeitas logo se voltaram à possibilidade de que as “coisas” poderiam consistir em algum tipo de material ou poluente liberado por algum navio que passou pela região.
A suspeita foi confirmada depois que testes revelaram que os objetos nada mais eram que pedaços de parafina. De acordo com Tia Ghose, do site Live Science, esse material é um derivado do petróleo que, além de ser usado na fabricação de uma grande variedade de produtos, como velas, cosméticos e gizes de cera, tem inúmeras propriedades, entre elas, lubrificante, isolante e anticorrosivo, por exemplo.
Contudo, como a Côte d'Opale se encontra às margens do Canal da Mancha — situado entre a França e a Inglaterra —, onde o tráfego de embarcações é bastante intenso, é óbvio que as suspeitas logo se voltaram à possibilidade de que as “coisas” poderiam consistir em algum tipo de material ou poluente liberado por algum navio que passou pela região.
A suspeita foi confirmada depois que testes revelaram que os objetos nada mais eram que pedaços de parafina. De acordo com Tia Ghose, do site Live Science, esse material é um derivado do petróleo que, além de ser usado na fabricação de uma grande variedade de produtos, como velas, cosméticos e gizes de cera, tem inúmeras propriedades, entre elas, lubrificante, isolante e anticorrosivo, por exemplo.
Reprodução: Megacurioso
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domingo, 9 de julho de 2017

Cientistas descobrem que memórias podem ser passadas de geração para geração pelo DNA

Pesquisadores da Emory University de Atlanta, nos Estados Unidos, acreditam que as memórias possam ser passadas de geração para geração por meio do DNA. Essa condição poderia explicar, por exemplo, por que algumas pessoas da mesma família têm medo das mesmas coisas, como uma espécie de herança das fobias de seus antepassados.

É de conhecimento geral que as memórias são fruto das nossas experiências e vivências pessoais. Contudo, é possível que essas memórias sejam repassadas às próximas gerações como uma forma de ensinamento. Para os cientistas, algumas informações podem realmente ser transferidas pelos genes.

O que diz o estudo realizado em Atlanta?

De acordo com o estudo realizado pela Escola de Medicina da Emory University de Atlanta, a transferência genética de memórias acontece durante um processo que interfere nos genes em algumas experiências. Os estudos mostraram que isso ocorre principalmente em situações traumatizantes, que podem ser repassadas para as próximas gerações.

Neste estudo, os pesquisadores treinaram ratos para que eles ficassem traumatizados ao sentirem o cheiro de cerejas. Para isso, os animais foram submetidos a choques elétricos sempre que entravam em contato com o odor de cereja.

Após esses ratos se reproduzirem, os filhotes foram expostos ao mesmo cheiro de cereja e, surpreendentemente, eles demonstraram reações de medo ao contato com este odor, mesmo sem terem experimentado qualquer efeito negativo relacionado ao cheiro. A mesma reação também foi percebida em outras gerações dos animais.



Durante este processo de condicionamento, o cérebro do grupo exposto ao choque elétrico apresentou uma mudança química e estrutural na área responsável pela detecção de odores. Esta mesma condição foi percebida até a terceira geração destes ratos. Segundo os pesquisadores, ocorreram mudanças no cérebro e no DNA dos animais.

O resultado da transmissão da fobia de geração para geração aconteceu pela programação do DNA, que se alterou para apresentar aos filhotes os traumas vivenciados por seus antecessores. O resultado apontou uma firme evidência de que a transmissão biológica de memórias é possível.

Pesquisas como esta são extremamente importantes para que os cientistas consigam entender melhor a mente humana e possam sugerir novos tratamentos e abordagens para algumas doenças.

O estudo mostra que nosso DNA tem a capacidade de carregar lições e memórias de nossos antepassados, e pode ser um caminho para novos estudos nos campos da neuropsiquiatria, da obesidade, do diabetes e de outros distúrbios metabólicos que atingem várias gerações em uma mesma família.
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Cientistas descobrem por que as viagens espaciais podem cegar os astronautas

Cientistas descobriram uma síndrome que está causando uma miopia intratável e que persiste por meses nos astronautas que estão na Estação Espacial Internacional. Em muitos casos, os problemas de visão continuam mesmo depois que os astronautas retornam à Terra.

O problema é tão sério que dois terços dos astronautas relatam ter a visão deteriorada depois de passar um tempo em órbita. Segundo os cientistas, essa perda de visão a longo prazo pode estar sendo causada por uma condição denominada síndrome de pressão intercraniana de comprometimento visual, causada pela falta de gravidade no espaço.




De acordo com a NASA, esse problema pode ser prejudicial para as perspectivas do homem de chegar a Marte. A preocupação dos pesquisadores é que essa síndrome possa causar a perda completa da visão, levando os astronautas à cegueira em situações de permanência prolongada no espaço.


Como a visão dos astronautas está sendo afetada pela falta de gravidade?


O astronauta Scott Kelly foi o primeiro profissional dos Estados Unidos a passar um ano inteiro no espaço. Ele afirmou que foi forçado a usar óculos de leitura durante o tempo em que permaneceu na Estação Espacial.

John Phillips, que também passou um tempo na Estação Espacial Internacional (ISS) em 2005, voltou à Terra com visão embaçada.

A NASA já suspeitava que a síndrome de pressão intercraniana de comprometimento visual fosse causada pela microgravidade da ISS, o que aumentava a pressão nas cabeças dos astronautas, fazendo com que cerca de 2 litros de fluido vascular se deslocassem para seus cérebros. Eles dizem que a pressão é responsável pelo achatamento dos globos oculares e pela inflamação de nervos ópticos.

"Na Terra, a gravidade puxa os fluidos corporais para baixo, em direção aos pés. Isso não acontece no espaço. Por isso, o fluido extra no crânio pode aumentar a pressão sobre o cérebro e a parte de trás do olho", disse a pesquisadora Shayla Love.

O que dizem os estudos realizados na Terra?

Uma equipe da Universidade de Miami realizou o primeiro estudo para realmente testar a hipótese de que a falta da gravidade esteja causando os problemas de visão nos astronautas.

Os pesquisadores compararam as varreduras cerebrais de sete astronautas que passaram muitos meses na Estação Espacial Internacional. A conclusão foi que os astronautas de longa duração tinham significativamente mais líquido cefalorraquidiano (LCR) em seus cérebros do que os astronautas que fizeram viagens curtas. Essa seria, então, a causa principal da perda de visão.


Segundo os cientistas, em circunstâncias normais, esse líquido é importante para amortecer o cérebro e a medula espinhal, além de distribuir nutrientes pelo corpo, mas em uma situação de microgravidade ele começa a vacilar e provoca mudanças de pressão.

Com base nas varreduras de ressonância magnética de alta resolução os pesquisadores concluíram que o acúmulo desse líquido leva a deformações globais da vista e à síndrome da deficiência visual. Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte, que ocorreu em Chicago.

Como isso pode comprometer a exploração espacial?

Até hoje, poucos astronautas passaram mais do que um ano inteiro no espaço. Para chegar a Marte, por exemplo, eles precisariam ficar mais de 18 meses em órbita, o que poderia levar a sérias complicações de visão.

Atualmente, a NASA não conta com soluções para tratar ou prevenir a acumulação de fluido no cérebro dos astronautas. Sendo assim, para colocar em prática qualquer viagem ou tentativa de colonização em Marte, muitos astronautas precisariam estar dispostos a se sacrificar e até morrer por essa causa.

Além dos problemas de visão, o espaço também causa outras mudanças negativas nos corpos dos astronautas, como a deterioração de sua massa muscular, entre outras condições.

Reprodução: Sitedecuriosidades
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