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terça-feira, 10 de maio de 2016

Vacina contra Zika vírus ainda deve demorar cinco anos para ser concluída

Agência Brasil - Pesquisadores ainda devem demorar pelo menos cinco anos até disponibilizar uma vacina contra o Zika vírus, vírus já disseminado em todos os estados brasileiros e em cerca de 40 países e territórios. A previsão é o vice-diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, José Cerbino Neto. "Isso envolve o desenvolvimento de adjuvantes, de estratégias vacinais, de modelos experimentais para persistência e resistência da infecção. Além disso, o produto tem que estar em condição de testagem humana, e isso leva tempo, e também leva tempo os estudos de fase um, dois e três", disse Cerbino Neto, em audiência pública na Câmara dos Deputados na quinta-feira (5). 
Para o desenvolvimento de um imunizante, são necessárias várias etapas, que vão desde a decisão de que tipo de tecnologia será usada até a comparação entre grupos que foram imunizados e que não foram. A primeira vacina contra a dengue, por exemplo, desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, levou 20 anos para ser concluída. Mas os especialistas ressaltam que, enquanto a dengue tem quatro subtipos, o Zika vírus só tem um, o que facilitaria. "Temos um horizonte de pelo menos cinco anos, antes disso, acho que a gente não tem como ter uma resposta mais concreta sobre a eficácia dessa vacina".
Disseminação rápida
Na audiência, Cerbino Neto ressaltou que o Zika vírus se espalhou mais rapidamente do que a dengue e a chikungunya, vírus transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti. "A gente tem relatos da identificação do vírus em outros fluidos corporais, mas não temos como afirmar que há transmissão por essas outras vias nem qual o risco dessas transmissões", relatou o especialista.
Também em audiência na Câmara dos Deputados nesta semana, a pesquisadora Adriana Melo, presidente do Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (Ipesq), sediado em Campina Grande, Paraíba, disse que o vírus pode ser encontrado na saliva, mas não se sabe se é possível passar a doença para outra pessoa por esse meio. "Estamos coletando saliva no instituto para enviarmos para a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro] para que seja analisada a possibilidade de esse fluido transmitir a doença", disse a pesquisadora. A transmissão sexual já foi relatada em artigos científicos, mas ainda é objeto de estudos dos pesquisadores.
Outro alvo de pesquisa, segundo Cerbino Neto, é a proporção de infecções assintomáticas pelo vírus. Apesar de o Ministério da Saúde, desde o começo da epidemia, dizer que 80% das infecções são assintomáticas, o vice-diretor disse que ainda não se pode fazer esta afirmação com convicção. "A gente não tem uma sorologia confiável, que permita fazer o critério sorológico e saber quantas pessoas se infectaram sem que tenham desenvolvido os sintomas". A sorologia é um exame que permite saber se uma pessoa foi infectada por um vírus, mesmo depois de os sintomas desaparecerem.
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domingo, 17 de janeiro de 2016

Universidade da Flórida descobre cura para o Lúpus.

O lúpus, é uma doença auto-imune, em que o sistema imunitário ao invés de proteger o organismo contra os invasores externos, ataca os tecidos do próprio corpo, causando inflamação. Muita vezes ela é confundida com artrite , por ter sintomas semelhantes.
Universidade da Florida descobre cura para o Lupus O que pesquisadores dizem é que descobriram uma combinação de duas drogas já existentes, sendo assim possível reverter os efeitos do lúpus, mas para já só em ratinhos.

“O resultado mais surpreendente deste estudo foi que a combinação dos dois inibidores metabólicos foram necessária para inverter a doença.”
Dra. Laurence Morel, da Universidade da Flórida College of Medicine
Os resultados dos testes em humanos, que foram feitos em setembro serão brevemente divulgados, sendo que em ratinhos os resultados foram um sucesso, agora esperamos também resultados favoráveis em humanos.
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