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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pesquisadores descobrem como “desligar” o câncer "renovando" as células.


Pesquisadores encontraram, através de experiências, um código com capacidade de desativar o câncer. Estes experimentos consistiam em  transformar células cancerosas da bexiga e da mama, novamente em células benignas.

Futuramente, pode ser possível que vários outros tipos de câncer possam ser  alcançados por este novo meio, que manifesta uma  biologia inovadora que providência o código capaz de desligar a doença, uma nova tática para o tratamento. Mesmo com os progressos na área da medicina, o câncer mata milhões de pessoas por ano, cerca de 7,6 anualmente. A pesquisa ainda está no seu início, porém já aumenta a esperança de que a doença faça menos vítimas no futuro.
Diferente da ação dos tratamentos convencionais, que incidem em atacar o câncer diretamente. A pesquisa dos Estados Unidos tem por objetivo desarmar as células cancerígenas e torna-las inofensivas. A novidade tem seu foco na proteína denominada PLEKHA7 que auxilia as células benéficas a se juntarem.
A descoberta, da Clínica Mayo, localizada na Flórida, expôs que a proteína começa a faltar ou a ficarem deficiente em pacientes agredidos pelo câncer, nos mais diferentes tipos. Quando isso ocorre, as instruções genéticas  importantes para as células mudam e faz com que se tornem cancerígenas. Um grupo de pesquisa, sob a liderança de Panos Anastasiadis foi capaz de repor as instruções da proteína, fazendo com que a doença fosse desligada.
Através de experimentos, foi possível recuperar células cancerígenas da bexiga,  que são extremamente  ameaçadoras. “As experiências iniciais em alguns tipos de câncer agressivos são realmente muito promissoras”, relata Anastasiadis. Segundo o mesmo, a abordagem que tem detalhes na revista Nature Cell Biology é aplicável a maioria dos cânceres, menos o do cérebro e sangue. Mas, poderia promover a cura do câncer de pulmão, um dos que mais matam no mundo.

Porém, mais pesquisa é preciso antes que a técnica tenha testes realizados em humanos. Mesmo que esta terapia seja eficaz, é provável que os pacientes ainda necessitem de quimioterapia.
Especialistas britânicos definiram a pesquisa como absolutamente fascinante, porém alertam que ainda existe um longo caminho a percorrer, para de fato ajudar os pacientes.
Henry Scowcroft, gerente de informação científica sênior da Cancer Research UK, disse: “Este importante estudo resolve um mistério biológico de longa data, mas não devemos ficar à frente de nós mesmos. Há um extenso caminho antes de acharmos esses resultados, em células cultivadas em laboratório, para poder auxiliar a tratar pessoas com câncer”. Ele acrescentou ainda que essa pesquisa tem importância fundamental, caso o progresso  na luta contra o câncer continue, como visto nos últimos anos.

Fonte: jornalciencia/dailymail    
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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Zika e microcefalia: quais rumores são verdade e quais são mito?

- O mosquito transgênico deu origem à epidemia de zika.
MITO
O mosquito transgênico da Oxitec
Sites conspiratórios divulgam uma história segundo a qual o mosquito transgênico da empresa Oxitec, um inseto estéril criado para neutralizar fêmeas do Aedes aegypti, originou um inseto capaz de transmitir o zika. A teoria por trás da afirmação é bastante tortuosa e vaga, afirmando que mosquitos estéreis sobrevivem e se tornam "monstros". Conspiracionistas afirmam que bilionários americanos estariam por trás de um plano para aniquilar populações de países pobres.
A história não tem nenhum fundo de realidade. Alguns mosquitos da Oxitec (5%) de fato acabam gerando filhotes, mas não deixam prole de terceira geração. Mesmo que deixassem, o mosquito alterado não tem nenhuma diferença para aquele que é liberado. O zika se originou de macacos na África, e um mosquito não conseguiria gerar um vírus a partir do nada. Testes realizados até agora, além disso, indicam que a população de Aedes decresce, não aumenta, sob a presença do inseto transgênico.
- A microcefalia foi transmitida por vacinas de rubéola vencidas.
MITO
A vacina contra a rubéola é contraindicada para grávidas, e em nenhum caso registrado de microcefalia no Brasil gestantes relataram ter recebido o imunizante. A vacina é normalmente aplicada em crianças.
As autoridades de saúde no Brasil, além disso, fazem fiscalização para garantir o descarte de produtos médicos vencidos, e nenhum caso de aplicação de vacina vencida foi relatado durante o período de epidemia da zika. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, mesmo que a vacina vencida tivesse sido aplicada, o único problema é que ela não será eficaz contra a rubéola, e ela não oferece potencial de danos neurológicos.
-A microcefalia é transmitida por bactérias que cientistas inocularam em mosquitos.
MITO
Um projeto da Fiocruz usa bactérias do gênero Wolbachia para enfraquecer o Aedes aegypti e tem como objetivo atrapalhar sua disseminação. A Wolbachia é encontrada normalmente no ambiente, e não afeta humanos. Em outros lugares em que a tecnologia foi testada (Austrália, Vietnã e Indonésia), não houve aumento no número de casos de microcefalia.
-O zika causa danos neurológicos em crianças de até 7 anos e em idosos.
MITO
A microcefalia é um problema de desenvolvimento neurológico que ocorre em fetos e é diagnosticado em recém-nascidos. Não há evidência de que possa ocorrer em crianças de sete anos ou idosos. Essas duas faixas etárias, porém, requerem mais atenção para os sintomas de febre do zika, da mesma forma que muitas outras doenças infecciosas que por vezes são assintomáticas em adultos. Um possível problema neurológico pode ocorrer por síndrome de Guillain-Barré (veja questão sobre paralisia), que não é específica de crianças e idosos e ocorre também em adultos.
-O zika é transmitido na amamentação
INCERTEZA
O vírus já foi encontrado vírus em leite materno, mas nenhum caso suspeito de transmissão foi relatado. A Fiocruz e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação como prática saudável e ela não deve ser desincentivada por causa da epidemia de zika, porque os benefícios superam os riscos.
- O zika é transmitido pelo beijo.
INCERTEZA
O vírus já foi encontrado em amostras de saliva, mas não se sabe se ele pode ser absorvido por esse meio por outra pessoa até chegar à corrente sanguínea. Ainda não existem casos suspeitos de infecção dessa forma.
- O zika é transmitido pelo sexo.
INCERTEZA
O vírus já foi encontrado em sêmen, e a literatura médica possui três registros prováveis de transmissão sexual do vírus. A OMS afirma que os trabalhos ainda não reuniram evidência suficiente, porém, para provar que essa forma de disseminação do vírus de fato ocorreu e que ela é preocupante. Mais estudos estão sendo feitos.
- O zika vírus causa paralisia.
INCERTEZA
A presença do zika é suspeita de elevar o número de casos da síndrome de Guillain-Barré, um evento relativamente raro que ocorre quando o sistema imune ataca o sistema nervoso, causando paralisia e outros problemas neurológicos. Estudos epidemiológicos estão sendo feitos para verificar se essa relação realmente existe, mas está claro que mesmo que o vírus esteja aumentando a incidência da síndrome, ela só ocorre em um número minoritário de casos entre infectados.

- A microcefalia vai se espalhar para todo o país.
VERDADE
O Nordeste do Brasil é considerado o epicentro do surto de microcefalia associado ao zika, mas um aumento relativo na incidência da doença também já foi notado em outros estados, com menor intensidade. A associação também já é suspeita em outros países da América Latina e no Pacífico. Nenhuma área habitada pelo Aedes aegypti, em princípio, está livre de ver casos de microcefalia associados ao zika no futuro, mesmo que não sejam muitos.

- É possível contrair zika e dengue ao mesmo tempo.
VERDADE
Já há registros de pacientes que contraíram as duas doenças em momentos diferentes e não há nada que impeça, em princípio, a infecção simultânea. Mesmo que os dois vírus não estejam presentes em um mesmo mosquito, nada impede que alguém seja picado por dois mosquitos, cada um com um patógeno. Há ao menos um caso registrado de um homem que abrigou simultaneamente não apenas dengue e zika como também chikungunya na Colômbia.


Fonte: G1.com
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Porque algumas pessoas são picadas por mosquitos e outras não?

Você já deve ter reparado que algumas pessoas conseguem passar no meio de uma nuvem de insetos e sair ilesas, sem qualquer arranhão, enquanto outras parecem que atraem mosquitos e são picadas nas situações mais inusitadas.

Pois saiba que a ciência tem uma explicação para esse fenômeno e ele está diretamente ligado ao seu tipo sanguíneo e à quantidade de cervejas que você anda tomando. Em outras palavras, os cientistas descobriram que pessoas com sangue tipo O ou pessoas que ingerem cerveja costumam ser os alvos preferidos de pernilongos e outros tipos de insetos que se alimentam de sangue.

Tipo sanguíneo

Em 1972, as cientistas britânicas Corinne Wood e Caroline Dore publicaram um estudo no periódico Nature e foram as primeiras a sugerir que os mosquitos da espécie Anopheles gambiae eram especialmente atraídos por sangue do tipo O. Para chegar a essa conclusão, as pesquisadoras expuseram pares de voluntários com tipos sanguíneos diferentes a 20 mosquitos fêmeas (afinal, os machos não se alimentam de sangue). Elas notaram que, na grande maioria das vezes, os mosquitos se direcionavam as pessoas de sangue tipo O.
Já em 2004, um estudo desenvolvido por uma equipe de pesquisadores japoneses e publicado no Journal of Medical Entomology buscou examinar mais a fundo a preferência dos mosquitos por diferentes tipos de sangue. Ao todo, 64 participantes se expuseram voluntariamente a uma série de mosquitos fêmeas. Para garantir a segurança das pessoas, os mosquitos tiveram suas trombas extraídas. Mais uma vez, os voluntários de sangue tipo O foram os mais atacados. Entre eles, a maior parte dos insetos buscava as pessoas que secretavam sacarídeos – ou seja, açúcar – pela pele.

Cerveja

Independente do tipo de sangue que você carrega, você ainda tem chances de atrair alguns mosquitos. Um estudo realizado em 2002 na Toyama Medical and Pharmaceutical University, no Japão, mostrou que consumir uma simples lata de cerveja pode fazer com que uma pessoa pareça mais apetitosa para os insetos.
No entanto, o que acontece no nosso organismo para que a cerveja deixe o sangue mais adocicado de acordo com o gosto dos mosquitos continua sendo um mistério. Os pesquisadores cogitaram que a quantidade de álcool no suor de uma pessoa ou o aumento da temperatura devido à ingestão da bebida pudessem servir como explicação, mas os testes provaram que esses fatores não influenciam na escolha dos insetos.
E você deve estar se perguntando se os mosquitos ficam embriagados após sugar o sangue de alguém que bebeu cerveja e a resposta é não. Os entomologistas sabem que os insetos podem ficar inebriados, mas a quantidade de álcool presente na porção de sangue consumida pelo mosquito é pequena demais para surtir efeito.

Mas não é só isso!! Conheça os fatores que aumentam o risco de ser alvo de mosquitos

Corrente de ar
O vento que espanta o calor pode atrair picadas, pois a brisa dissemina seu CO2 e seus odores pelo ambiente, alertando o mosquito para a sua presença.
CalorA alta temperatura deixa os insetos com mais sede de sangue, além de incentivar nossa produção de suor, o que atrai mais mosquitos.
EscuridãoMosquitos enxergam melhor em ambientes menos coloridos - o que inclui quartos escuros. À noite, fica mais fácil para eles localizar seus alvos.
Homem adultoEstudos comprovam que homens são mais mordidos que mulheres e adultos mais que crianças. Não se sabe exatamente o porquê, mas odores emitidos por eles atraem mais insetos.
Gás carbônicoAs antenas dos mosquitos são tunadas para detectar CO2, justamente o gás que a gente solta toda vez que expira.
SuorO ácido láctico que deixamos escapar pelo suor também atrai os insetos. Quem sua mais tende a ser um alvo preferencial.


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