segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pesquisadores suecos criam a primeira “rosa ciborgue” que pode mudar as cores

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Eletrônica Orgânica da Universidade Linköping na Suécia conseguiu criar rosas vivas com circuitos eletrônicos enfiados no meio dos seus sistemas vasculares. O estudo foi publicado na Science Advances.

As “rosas ciborgues”, como tem sido chamadas, são plantas vivas com circuitos eletrônicos integrados no meio dos seus sistemas vasculares. Segundo os desenvolvedores, é possível mudar a cor das suas folhas com um simples clique. A parte mais sonhadora do projeto espera poder permitir comunicar às flores quando devem se fechar para evitar as geadas ou a criar plantas que se iluminam quando precisam de água. Mas, por enquanto, a investigação poderá ser muito relevante para a regulação e do controle do crescimento das plantas.

Deixando as ambições de lado, a forma como os cientistas fizeram o experimento é bastante interessante. Eles começaram cortando os caules das rosas e as colocando em uma solução contendo uma variante de um polímero orgânico que é conhecido como PEDOT-S:H e que tem como principal característica a boa condutividade quando hidratado. Depois de dois dias, removeram as camadas externas dos caules das rosas e encontraram minúsculos fios do polímero orgânico que tinham adentrado à haste das plantas. Mais alguns dias passados, os pesquisadores confirmaram que tais fios tinham condutividade elétrica.

O autor do estudo, o professor Magnus Berggren, explicou que se combinarem os sensores com mecanismos de distribuição, poderão criar um sistema neuronal para gravar, sentir e regular a fisiologia da planta. Mas… Para isso, ainda há um longo caminho.


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Oleh

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